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O que falta para os EUA terem presidente, quando há cinco estados em aberto

O que falta para os EUA terem presidente, quando há cinco estados em aberto

A batalha pela conquista do poder na América desenrola-se em três frentes: tribunais, ruas e mesas de voto. Mas a decisão, pendente do escrutínio em cinco estados, ainda pode demorar várias horas ou dias.

Donald Trump recorreu aos tribunais em três estados - Michigan, Pensilvânia e Geórgia - e apoiantes dos dois candidatos à presidência manifestam-se nas ruas: do lado do incumbente para tentar parar a contagem dos votos; do lado do pretendente, para que todos os boletins sejam escrutinados. Enquanto isso, milhares de pessoas continuam nas mesas de voto a trabalhar para acabar a contagem dos votos, milhões dos quais chegaram por correspondência.

Dois dias depois do fecho das urnas nos EUA, ainda não se sabe quem será o presidente dos EUA. Com cinco estados em aberto, Biden lidera com 253 votos do colégio eleitoral, a 17 dos 170 necessários para poder ser declarado presidente. Trump parece estar mais longe, com 214 votos confirmados, mas ainda tem hipóteses de renovar o mandato. Neste momento, há contagem de votos em cinco estados que podem determinar o desfecho desta eleição.

Contas feitas, tendo por base as especificidades de cada estado ainda em aberto, o presidente dos EUA pode ser conhecido apenas no fim da próxima semana, quando todos os votos estarão contados ou recebidos. Há a hipótese de se saber, até amanhã, quem vai ocupar a Casa Branca nos próximos quatro anos, mas essa possibilidade depende de vitórias históricas de Biden em terreno republicano.

Para Trump, mesmo que vença nos três estados que devem estar apurados até sexta-feira, a espera só terminará na próxima semana, quando houver resultados finais na Carolina do Norte e no Nevada, embora neste último possa haver novidades esta tarde, quando for conhecida nova atualização.

Corrida aperta no Arizona, com Trump a recuperar terreno

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O Arizona, que na quarta-feira à noite parecia pender para Biden, voltou a ficar demasiado incerto. Com a contagem de votos no condado de Maricopa, a vantagem de Biden caiu, esta quinta-feira, para 70 mil votos, contas do "The New York Times", menos 15 mil do que na atualização anterior, na quarta-feira.

Com 86% dos votos contados, Biden lidera, a nível estadual, com menos de três pontos percentuais de vantagem (50,5% contra 48,1% de Trump). A nova atualização no Arizona está prevista para as 21 horas, hora da costa leste dos EUA, duas da madrugada em Portugal continental.

Os 11 votos para o colégio eleitoral do Estado do Arizona são cruciais para qualquer candidato. Podem deixar Biden com 264, a apenas seis (os do Nevada) da nomeação ou virar a eleição para Trump, que lidera nos outros três estados ainda por definir.

Biden aproxima-se de Trump na Geórgia

Na Geórgia a corrida eleitoral também ficou mais renhida nas últimas horas, mas em sentido inverso ao do Arizona. Biden aproxima-se, estando agora a menos de 0,5% do candidato republicano, com 49,2% dos votos face aos 49,6% de Trump.

O pretendente começou o dia de quarta-feira 100 mil votos atrás do incumbente. Mas com a contagem de votos no condado de Fulton, um bastião Democrata, Biden recuperou 18 mil votos; em DeKalb, foi buscar mais cinco mil, estando agora a 19 mil votos de Trump, quando há ainda cerca de 204 mil boletins por apurar.

Segundo os analistas, grande parte dos boletins por apurar são de condados nos subúrbios de Atlanta, como DeKalb e outros, e podem ainda virar a eleição a favor de Biden, num estado que Trump venceu em 2016 com cinco pontos percentuais de vantagem e que desde 1992 que não sorri aos democratas.

A contagem dos votos deve prolongar-se pela noite de quarta-feira e manhã de quinta-feira na Geórgia (manhã e tarde de quinta-feira em Portugal continental).

Incumbente lidera na Pensilvânia, mas pretendente ainda acalenta esperanças

Na Pensilvânia, Trump lidera por 50,4% contra 48,3% de Biden, mas ainda com cerca de 650 mil votos para contar. Segundo os analistas, os boletins por escrutinar são de condados tradicionalmente favoráveis aos Democratas, pelo que o resultado está em aberto.

Ambos os candidatos dizem esperar uma votação extraordinária nos boletins que chegaram pelo correio, com Trump e Biden a aguardar por estes votos para cantar vitória. Segundo a imprensa norte-americana, há centenas de milhares de votos por contar em Filadélfia e nos subúrbios desta cidade, a maior do estado da Pensilvânia, e que podem pender fortemente para Biden, quando estão contados 91% dos votos.

Segundo responsáveis pela contagem dos votos, os boletins devem continuar a ser escrutinados até ao fim do dia desta quinta-feira, fim da noite início da madrugada em Portugal continental.

O sonho azul no bastião republicano da Carolina do Norte

Na Carolina do Norte, o atual presidente tem 50,1% dos votos contados, quando estão escrutinados 95% dos boletins, contra 48,7% de Biden, sendo pouco provável que estes 15 votos eleitorais escapem a Trump.

A Carolina do Norte, que votou republicado em nove das 10 últimas eleições - a exceção foi em 2008, a favor de Barack Obama - é crucial para as aspirações de Trump em continuar na casa Branca.

Uma decisão que pode demorar dias a ser conhecida, uma vez que a Carolina do Norte aceita contar votos que cheguem até 12 de novembro.

Nevada pode decidir eleição... hoje ou só para a semana

No Nevada, que tem os seis votos do colégio eleitoral que podem dar a vitória a Biden, caso mantenha o Arizona. O pretendente lidera com 49,3% contra 48,7% de Trump, uma margem de 7647 votos, de um total de 1192,915 já contados.

Quando estão contados 86% do total de 1380 mil votos, faltam ainda escrutinar cerca de 195 mil boletins, que podem dar a vitória a qualquer um dos candidatos, num estado que, com o passar dos anos, se tem azulado, tendo votado Democrata em 2016 por uma escassa margem.

Os resultados finais só devem ser conhecidos na próxima semana, uma vez que o estado do Nevada aceita contar votos que cheguem durante a próxima semana, desde que tenham carimbo dos correios até à data da eleição, 3 de novembro. No entanto, nova atualização, esperada para o meio-dia, hora local (cerca das 17 horas em POrtugal continental) pode fazer já alguma luz sobre a decisão final.

Está também por apurar ainda o Alasca, mas neste estado do norte da costa Oeste não há dúvidas de que a vitória será republicana. Os três votos eleitorais são praticamente garantidos para Donald Trump (com 56% dos votos contados, o republicano tem 63% dos votos e deve manter ou aumentar essa vantagem).

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