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Rússia e Irão acusados de tentar interferir nas eleições norte-americanas

Rússia e Irão acusados de tentar interferir nas eleições norte-americanas

Rússia e Irão rejeitaram as acusações "infundadas" por parte dos EUA de que os dois países teriam tentado influenciar as eleições presidenciais norte-americana, marcadas para 3 de novembro.

O diretor dos serviços de informação dos EUA, John Ratcliffe, acusou a Rússia e o Irão de terem obtido informações dos eleitores. Especificamente em relação aos iranianos, afirmou que Teerão enviou "emails" "com o objetivo de intimidar os eleitores, incitar a agitação social e prejudicar o presidente Donald Trump".

"Pudemos confirmar que as informações sobre os cadernos eleitorais foram obtidas pelo Irão e, separadamente, pela Rússia", denunciou Ratcliffe, explicando que "esses dados podem ser usados por agentes estrangeiros para tentar dar informações falsas aos eleitores registados, esperando semear confusão e caos, minando a confiança na democracia".

O anúncio foi feito após eleitores democratas terem dito estar a receber "e-mails" ameaçadores em nome dos "Proud Boys", um grupo de extrema-direita, coagindo-os a votar em Trump.

É "todos os dias"

Na sequência das acusações, o Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano convocou o embaixador suíço, que representa os interesses dos Estados Unidos no Irão, para transmitir o descontentamento. O porta-voz da diplomacia iraniana, Saeed Khatibzadeh, disse que as autoridades norte-americanas fizeram uma alegação infundada, na corrida para as eleições, a fim de justificar o cenário não democrático que estão a preparar".

Por seu lado, o porta-voz do Governo russo, Dmitri Peskov, disse que "as acusações aparecem todos os dias".

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