Bélgica

Ameaça terrorista cancela festas de ano novo em Bruxelas

Ameaça terrorista cancela festas de ano novo em Bruxelas

O fogo de artifício e as celebrações do ano novo nas ruas do centro de Bruxelas foram anuladas, embora o nível de ameaça continue em 3, numa escala de quatro.

Depois de várias operações policiais nos últimos dias, que resultaram em duas detenções por suspeita de planeamento de ataques na capital belga e uma outra relacionada com os atentados de Paris, o presidente da comuna de Bruxelas, Yvan Mayeur, decidiu cancelar os festejos.

A imprensa local relata a dificuldade na tomada desta decisão, uma vez que pelo menos 50 mil pessoas eram esperadas para a comemoração do ano novo, pelo que haverá consequências económicas nomeadamente no setor da restauração. Mas também terá pesado a responsabilidade pública de expor turistas ao risco de atentados.

O autarca recebeu o relatório da autoridade de análise de ameaças (OCAM, nas siglas em francês) ao início desta noite, e após o parecer do Centro de Crise.

Yvan Mayeur também esteve em contacto com o ministro do Interior, Jan Jambon, antes de tomar a decisão final.

A anulação diz respeito às festividades previstas entre as 22 horas e a 1 da manhã, incluindo o fogo-de-artifício e a programação musical.

Está previsto que os cafés e os restaurantes permaneçam abertos, com o autarca a garantir segurança a quem se dirija ao centro.

Cerca de 100 mil pessoas participaram nas festividades no ano passado.

Esta semana, as autoridades divulgaram a realização de buscas em Bruxelas, na região de Liège e na província Brabante flamenga, que resultaram em seis detenções, tendo permanecido duas pessoas presas e que deverão ser presentes a um tribunal de primeira instância na quinta-feira.

Habitantes na comuna de Anderlecht de Bruxelas, os detidos foram acusados de participação em atividades de um grupo terrorista e ameaças de ataques, nomeadamente ao planearem atentados a "lugares emblemáticos" da capital belga.

Nas operações não foram encontradas quaisquer armas.

Hoje decorreram duas operações na comuna de Molenbeek, em Bruxelas, que resultou num detido relacionado com os atentados em Paris, de 13 de novembro, que mataram 130 pessoas.

As forças de segurança voltaram ao local onde a polícia tinha, a 16 de novembro, procurado Salah Abdeslam, suspeito de estar envolvido nos ataques de Paris, e que continua a monte.

A outra operação, não relacionada com os atentados de França, não resultou em qualquer detenção.

A Bélgica mantém o nível 3 de alerta, que inclui uma vigilância maior em ocasiões de concentração de pessoas, tendo o último Conselho de Ministros decidido prolongar a presença de militares nas ruas até 20 de janeiro.

Nas esquadras policiais o nível foi aumentado, até 04 de janeiro, por terem sido apontadas como possíveis alvos de ataques.

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