Nagorno-Karabakh

Catedral histórica atingida pela artilharia do Azerbaijão

Catedral histórica atingida pela artilharia do Azerbaijão

Uma catedral histórica construída por arménios no Nagorno-Karabakh ficou danificada ao ser atingida pela artilharia do Azerbaijão, numa altura em que se intensificam os combates na região separatista.

"As Forças Armadas do Azerbaijão bombardearam a catedral arménia da Salvação (Ghazanchetsots, em arménio) na cidade de Choucha", disse o Centro de Informação do Governo de Erevan.

A comunicação governamental arménia foi difundida através da rede social Facebook e é acompanhada de fotografias do templo cristão, com frescos históricos no interior, atingido pelo fogo de artilharia.

Por outro lado, a capital da autoproclamada República do Nagorno-Karabakh foi novamente alvo dos bombardeamentos das forças do Azerbaijão, constataram os repórteres da France-Presse na cidade.

Durante toda a madrugada os sinais de alerta estiveram ativos em Stepanakert enquanto os projéteis atingiam os alvos, tal como na noite anterior.

O balanço de baixas ainda não foi determinado.

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Enclave separatista arménio em território do Azerbaijão, país vizinho do Irão, o território do Nagorno-Karabakh é palco de violentos combates entre forças arménias e azeris desde 27 de setembro.

O Nagorno-Karabakh, habitado na época soviética por uma maioria arménia cristã e uma minoria azeri muçulmana xiita, efetuou a secessão do Azerbaijão após a queda da URSS, motivando uma guerra com 30 mil mortos e centenas de milhares de deslocados. A frente está congelada desde um cessar-fogo em 1984, apesar de confrontos regulares.

Os dois campos rejeitam mutuamente a responsabilidade pelo reinício das hostilidades.

No exterior, o receio consiste em que o conflito se internacionalize numa região, o Cáucaso do Sul, onde russos, turcos, iranianos e ocidentais possuem interesses, e quando Ancara encoraja a ofensiva de Baku e Moscovo está ligado a Erevan por um tratado militar.

O presidente azeri, Ilham Aliev, excluiu qualquer trégua sem uma retirada arménia do Nagorno-Karabakh e acusa a Arménia de pretender envolver a Rússia no conflito, através da sua aliança com Erevan na Organização do tratado de segurança coletiva (OTSC).

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