58.º dia de guerra

Centenas de valas comuns em Mariupol no dia em que Guterres anunciou encontro com Putin

Centenas de valas comuns em Mariupol no dia em que Guterres anunciou encontro com Putin

O 58.º dia da guerra ficou marcado pela possível existência de mais de 200 valas comuns em Mariupol. A cidade martirizada continua no centro da guerra e está cada vez mais perto de cair para os russos. António Guterres anunciou hoje que se vai encontrar com Putin em Moscovo, na próxima terça-feira, "para trazer a paz à Ucrânia". Eis os pontos-chaves desta sexta-feira.

- Imagens de satélite apontam para a possível existência de mais de 200 valas comuns perto de Mariupol, num momento em que a Ucrânia acusa a Rússia de ali enterrar nove mil civis para esconder o massacre. As fotografias divulgadas esta quinta-feira surgiram horas depois de o presidente russo, Vladimir Putin, ter reclamado vitória na batalha por Mariupol, apesar de cerca de dois mil combatentes ucranianos ainda se encontrarem barricados numa siderurgia.

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- O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, visitará Moscovo, no dia 26 de abril, onde irá encontrar-se com o presidente russo, Vladimir Putin. Segundo nota enviada pelas Nações Unidas, Guterres terá em Moscovo uma reunião de trabalho e um almoço com o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, e será recebido por Putin.

- A Rússia assegurou estar pronta para observar "a qualquer momento" uma trégua no complexo siderúrgico Azovstal, o último reduto da resistência das forças ucranianas de Mariupol, para permitir a saída de civis e a rendição de combatentes. "Esta iniciativa humanitária por parte da Federação Russa é válida 24 horas por dia", disse o ministério de Defesa do país. As forças pró-russas na região foram vistas hoje a circular pelo meio da destruição que caracteriza neste momento a cidade do sul da Ucrânia.

-As negociações entre a Rússia e a Ucrânia para encontrar uma solução para a guerra "estão a derrapar", não tendo até agora produzido qualquer progresso visível, segundo o chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov. "Elas estão a derrapar, pois uma proposta que apresentámos aos negociadores ucranianos há cinco dias, e que foi elaborada tendo em conta os comentários deles, continua sem resposta", declarou Lavrov numa conferência de imprensa em Moscovo. Já Zelensky negou ter recebido qualquer documento russo.

- O Papa desistiu hoje de viajar para Kiev, para não colocar em risco o fim da guerra, e também não se irá encontrar com o patriarca ortodoxo russo Cirilo, apesar do seu bom relacionamento, noticiou o jornal "La Nación". Francisco expressa diariamente a sua profunda preocupação com a guerra desencadeada pela invasão russa da Ucrânia e para a qual já propôs uma mediação do Vaticano.

- Um avião ucraniano caiu durante um "voo técnico" no sul da Ucrânia. De acordo com as autoridades locais, há vítimas. O aparelho de transporte militar operado pelas Forças Armadas ucranianas sofreu a queda durante a manhã desta sexta-feira, no distrito de Vilnia, na região de Zaporíjia. As causas estão a ser investigadas.

- Milhares de toneladas de munições ucranianas estão agora nas mãos da Rússia, após a Rússia ter reivindicado a captura de um depósito de armas na região de Kharkiv. A agência noticiosa TASS relatou a reivindicação do Ministério da Defesa do país e descreveu o depósito como sendo de grandes dimensões.

- Soldados ucranianos estão a ser treinados no Reino Unido para operar veículos blindados que Londres vai fornecer à Ucrânia, revelou o primeiro-ministro britânico. "Posso dizer que estamos atualmente a treinar ucranianos na Polónia para usar defesas antiaéreas e neste país (no Reino Unido) para usar veículos blindados", revelou Boris Johnson numa conferência de imprensa em Nova Deli. O primeiro-ministro britânico admitiu ser "realista" a possibilidade de a guerra na Ucrânia durar até ao final de 2023, no mesmo dia em que anunciou a reabertura da embaixada britânica em Kiev.

- A ONU documentou "assassínios, incluindo por execução sumária" de 50 civis em Bucha, nos arredores de Kiev, sublinhando que as ações da Rússia na Ucrânia podem "constituir crimes de guerra", disse Ravina Shamdasani, porta-voz do Alto Comissariado para os Direitos Humanos, durante uma conferência de imprensa em Genebra.

- Mais de 5,1 milhões de ucranianos fugiram do país desde a invasão da Rússia, em 24 de fevereiro, mas a taxa diária está a diminuir, anunciou hoje o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

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