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Centro-esquerda de Itália acusa Rússia de interferir na campanha eleitoral

Centro-esquerda de Itália acusa Rússia de interferir na campanha eleitoral

O líder do Partido Democrático (PD, centro-esquerda), Enrico Letta, denunciou, esta sexta-feira, uma "forte interferência" russa na campanha das eleições legislativas antecipadas italianas, marcadas para 25 de setembro, para favorecer a direita, que aparece à frente nas sondagens.

"A Rússia entrou nesta campanha eleitoral", disse Letta, em declarações ao jornal espanhol "El Periódico"."Há uma forte interferência a favor da direita, porque (o Governo russo) sabe que a nossa posição continuará alinhada contra (o Presidente Vladimir) Putin", afirmou Letta.

Apesar de admitir que as sondagens dão vantagem ao centro-direita, o líder partidário quis realçar, no entanto, que 45% dos eleitores italianos ainda estão indecisos.

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Para o líder do PD, uma das principais ameaças, no caso de a direita vencer as eleições, é a Itália ficar de "fora do coração da Europa, ao lado da Polónia e da Hungria, dois países sancionados pela União Europeia (UE) em muitas questões ligadas a direitos fundamentais".

Letta considera que a líder do partido de extrema-direita Irmãos de Itália (FdI), Giorgia Meloni, e o ex-ministro do Interior e líder do partido Liga (também de extrema-direita), Matteo Salvini, querem posicionar a Itália ao lado da Polónia e da Hungria.

No passado dia 18 de agosto, o ministro dos Negócios Estrangeiros italiano, Luigi Di Maio, também criticou o que classificou de interferência na campanha eleitoral as declarações do ex-Presidente russo Dmitri Medvedev, que pediu aos europeus que punissem os seus governos pela sua "estupidez evidente".

Nessa ocasião, Luigi Di Maio declarou que "a interferência do Governo russo nas eleições italianas é realmente preocupante".

"Que as forças políticas italianas se afastem de forma clara, sem qualquer timidez, da propaganda russa", exortou então Di Maio.

O ex-Presidente russo, braço direito do atual, Vladimir Putin, afirmou na rede social Telegram que a Rússia gostaria de "ver os cidadãos europeus não apenas expressar (nas urnas) o seu descontentamento pelas ações dos seus governos (...), mas também pela sua estupidez evidente".

Medvedev - atual vice-presidente do conselho de segurança nacional russo - acrescentou na mesma ocasião que "os votos dos eleitores são uma poderosa alavanca de influência".

A cerca de um mês do escrutínio, sondagens recentes atribuem à coligação de centro-direita 47% das intenções de voto, com o partido de extrema-direita conduzido por Giorgia Meloni a liderar, que poderá vir a tornar-se a primeira mulher em Itália a assumir o cargo de primeira-ministra.

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