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Cerca de 300 bombeiros do Rio de Janeiro exigem libertação de dirigentes

Cerca de 300 bombeiros do Rio de Janeiro exigem libertação de dirigentes

Cerca de 300 bombeiros do Rio de Janeiro manifestaram-se, domingo, em Copacabana para exigir a libertação de dirigentes detidos no âmbito da greve conjunta com os polícias, um movimento muito seguido.

"Queremos apenas que os bombeiros e os polícias sejam tratados com dignidade", afirmou à AFP a mulher de Benevenuto Daciolo, o primeiro de 12 bombeiros (militares e armados no Brasil) a ser detido na noite de quarta-feira.

Os bombeiros anunciaram uma assembleia para segunda-feira para discutir o futuro do movimento.

Os manifestantes, cerca de 300 de acordo com a AFP, estão reunidos na praça de Copacabana e vestem camisolas vermelhas onde se pode ler "Amnistia imediata".

O comandante dos bombeiros do Rio de Janeiro afirmou que oito dos onze últimos mandados de detenção emitidos contra dirigentes grevistas já tinham sido executados. Os detidos estão encarcerados numa prisão de segurança máxima na zona oeste da cidade.

Ao todo, estão detidos 12 bombeiros, tendo também sido aplicadas sanções administrativas a 162 nadadores salvadores. Do lado da polícia militar, foram detidos 17 polícias, dez deles líderes grevistas.

O movimento desencadeou-se na noite de quinta para sexta-feira, a uma semana do Carnaval, juntando-se ao movimento dos polícias e bombeiros grevistas da Baía, no nordeste.

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Na Baía, parte dos polícias que estavam em greve desde o dia 31 de Janeiro voltaram ao trabalho na sexta-feira, após a ameaça do governo estadual de descontar a falta no pagamento salarial. O movimento gerou uma onda de violência que fez 157 mortos.

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