Protestos

Cerca de 500 detidos em manifestações na Bielorrússia

Cerca de 500 detidos em manifestações na Bielorrússia

As autoridades da Bielorrússia detiveram cerca de 500 pessoas durante protestos no fim de semana contra o presidente do país, Alexandr Lukashenko, que tomou posse do seu sexto mandato após uma eleição amplamente considerada fraudulenta.

O Ministério do Interior da Bielorrússia anunciou esta segunda-feira que 150 manifestantes foram detidos no sábado e mais de 350 no domingo durante os protestos antigovernamentais que se espalharam por 22 cidades do país.

Cerca de 100 mil manifestantes marcharam na capital bielorrussa de Minsk no domingo, exigindo a renúncia de Lukashenko, que reprimiu duramente a oposição e os meios de comunicação independentes durante os seus 26 anos no poder.

De acordo com o grupo de direitos humanos Viasna, a repressão dos manifestantes neste fim de semana não foi tão violenta quanto antes. "As repressões param quando mais de 100 mil pessoas vão às ruas", disse o chefe da Viasna, Ales Bialiatski. "As táticas de intimidação das autoridades deixam de funcionar", declarou Bialiatski .

Svetlana Tikhanovskaya, líder da oposição bielorrussa que está atualmente na Lituânia, pediu ao presidente francês, Emmanuel Macron, que seja o mediador na crise da Bielorrússia.

Emmanuel Macron e Svetlana Tikhanovskaya poderão ter um encontro na Lituânia, onde o presidente francês irá realizar uma visita entre hoje e terça-feira.

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A Comissão Eleitoral Central bielorrussa aprovou a vitória de Lukashenko na eleição presidencial, com 80,1% dos votos, face aos 10% da sua maior opositora, Svetlana Tikanovskaya, que considera o sufrágio fraudulento.

Apesar dos fortes protestos com centenas de milhares de pessoas, que acontecem todas as semanas desde 9 de agosto, e da posição internacional, Alexandr Lukashenko tomou posse na semana passada.

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