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Chávez denuncia conspiração para matar líder da oposição

Chávez denuncia conspiração para matar líder da oposição

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse que o seu governo tem informação de uma alegada conspiração para atentar contra a vida de Henrique Capriles Radonski, o líder eleito pela oposição para ser o seu adversário nas presidenciais de outubro.

"O diretor do Serviço Bolivariano de Informações reuniu-se com a equipa do governador de Miranda, porque há por aí quem quer atentar contra a sua vida e não é o governo (...) Como Estado, estamos obrigados a enfrentar essa situação e dar proteção a qualquer venezuelano", disse em declarações por telefone ao canal estatal Venezuelana de Televisão (VTV).

"Aqui o governo é o primeiro a garantir a segurança e tranquilidade dos venezuelanos", frisou, sublinhando que comissões da polícia também se reuniram com a equipa de campanha "do candidato burguês", "do candidato da direita, porque o Estado deve garantir a segurança de todos os cidadãos".

Por outro lado, o presidente venezuelano fez chegar as suas condolências aos familiares de Karen Berendique, de 19 anos, filha do cônsul honorário do Chile em Maracaibo (800 quilómetros a oeste de Caracas), que morreu na noite de sexta-feira depois de ter sido atingida a tiro por alegados membros da polícia, que terão disparado contra a viatura em que circulava na companhia de um irmão, por alegadamente não ter acatado uma ordem para parar.

"Um polícia não pode, não tem direito nenhum de usar as armas dessa maneira (...), não há dúvida que têm de ser responsabilizados", disse.

Chávez confirmou ainda que assistirá à Cimeira das Américas, entre 14 e 15 de abril em Cartagena, na Colômbia.