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China exige aos EUA que retirem pedido de extradição de executiva da Huawei

China exige aos EUA que retirem pedido de extradição de executiva da Huawei

A China pediu a Washington que retire o pedido de extradição da diretora financeira do grupo chinês de telecomunicações Huawei, Meng Wanzhou, que permanece sob fiança no Canadá, por ter alegadamente violado sanções contra o Irão.

Geng Shuang, porta-voz do ministério chinês dos Negócios Estrangeiros, afirmou que Washington "mostrou desrespeito pelos graves protestos" de Pequim no caso de Meng.

A diretora financeira da Huawei foi detida, no início de dezembro passado, em Vancouver, a pedido dos EUA, por suspeita de que o grupo chinês tenha exportado produtos de origem norte-americana para o Irão, violando as sanções impostas por Washington.

Os EUA formalizaram, entretanto, o pedido de extradição de Meng, alegando que a Huawei fez negócios com o Irão através de uma empresa de Hong Kong, e que assim enganou os bancos dos EUA, fazendo-os acreditar que as duas empresas não estavam relacionadas.

"Pedimos aos EUA que retirem imediatamente o mandado de prisão contra Meng Wanzhou, e que parem com o pedido de extradição", disse.

O caso suscitou já uma crise diplomática entre Pequim e Otava.

Após terem ameaçado o Canadá com "graves consequências" caso não libertasse Meng, as autoridades chinesas detiveram Michael Kovrig, antigo diplomata do Canadá, e Michael Spavor, empresário que organiza viagens turísticas e eventos desportivos na Coreia do Norte.

Um tribunal no norte da China anunciou ainda a repetição do julgamento do canadiano Robert Lloyd Schellenberg, condenado, em 2016, a 15 anos de prisão, por tráfico de droga, mas cujo último veredicto, na semana passada, ditou a sua condenação à pena de morte.

O caso de Meng surge ainda numa altura em que Pequim e Washington tentam pôr fim a disputas comerciais que ameaçam a economia mundial.

Washington aumentou já as taxas alfandegárias sobre 250 mil milhões de dólares de bens chineses, visando conter as ambições tecnológicas de Pequim, mas responsáveis dos dois países vão reunir esta semana, para prosseguir com as negociações.