Pandemia

China limita passageiros vindos de Portugal a voos diretos

China limita passageiros vindos de Portugal a voos diretos

Os passageiros que vivam em Portugal só serão autorizados a embarcar para a China em voos diretos, anunciou na terça-feira a Embaixada chinesa.

Num comunicado, a Embaixada justifica a decisão com a "grave e complexa" situação da pandemia de covid-19 em Portugal e a necessidade de evitar "infeções cruzadas em trânsito".

A Embaixada deixou de aceitar pedidos para a emissão de um código de saúde de cor verde que sejam apresentados por residentes permanentes em Portugal que pretendam viajar para a China através de um outro país.

Existe atualmente apenas uma ligação direta entre a China e Portugal, com a companhia aérea chinesa Beijing Capital Airlines a voar entre Lisboa e Xi'an, na província de Shaanxi, todas as quintas-feiras e sábados.

A Embaixada chinesa em Portugal deixou também de emitir códigos de saúde para passageiros que vivam em outros países que tenham ligações diretas com a China, mas que pretendessem voar a partir de Lisboa, sublinha o comunicado.

A única exceção são os passageiros vindos de países sem voos diretos para a China que tenham um código de saúde de cor verde emitido pela Embaixada chinesa no país de origem.

No início de Janeiro a Embaixada já tinha obrigado os passageiros que mudassem de voo em Portugal a apresentar dois testes negativos ao novo coronavírus, realizados em locais diferentes, antes de serem autorizados a embarcar para a China.

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A 17 de janeiro, a província de Shaanxi, no centro da China, registou um caso importado de covid-19, uma chinesa de 42 anos que tinha voado de Lisboa para Xi'an a 3 de janeiro.

Em outubro, no espaço de três dias, Shaanxi registou três casos de covid-19, todos cidadãos chineses regressados ao país através de Lisboa. Um dos homens veio de Angola, um outro de Cabo Verde e o outro partiu da Bolívia e passou ainda por São Paulo, no Brasil.

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