Política nuclear

China não exclui embargo ao petróleo fornecido à Coreia do Norte

China não exclui embargo ao petróleo fornecido à Coreia do Norte

A China não exclui a possibilidade de apoiar a ONU num embargo ao petróleo fornecido à Coreia do Norte, após o ensaio nuclear de domingo, e urgiu Pyongyang a "não escalar as tensões", com novos lançamentos de mísseis.

A possibilidade de impor um veto às importações norte-coreanas de petróleo foi estudada pelos Estados Unidos e Japão, segundo informações divulgadas em Tóquio, esta segunda-feira.

Um porta-voz do ministério chinês dos Negócios Estrangeiros disse que a resposta ao sexto ensaio atómico norte-coreano "depende das discussões entre os membros do Conselho de Segurança da ONU", mas não rejeitou a possibilidade de cortar o fornecimento de petróleo.

Pequim é o principal aliado diplomático e maior parceiro comercial de Pyongyang. A China fornece mais de 80% do petróleo utilizado pela Coreia do Norte.

A Coreia do Norte testou no domingo a sua bomba nuclear mais potente até à data, um artefacto termonuclear que segundo o regime de Pyongyang pode ser instalado num míssil intercontinental.

A comunidade internacional condenou unanimemente o novo desenvolvimento de armamento norte-coreano. Seul e Tóquio pediram mais sanções ao regime de Kim Jong-un.

O Conselho de Segurança da ONU prevê reunir-se hoje com o objetivo de analisar o novo teste nuclear norte-coreano.