Coreia do Norte

China "opõe-se" ao teste nuclear da Coreia do Norte

China "opõe-se" ao teste nuclear da Coreia do Norte

A China, o principal aliado da Coreia do Norte, disse, esta quarta-feira, que se "opõe firmemente" ao teste nuclear de Pyongyang, acrescentado que o ensaio foi realizado "apesar da oposição da comunidade internacional".

"Instamos fortemente a DPRK [Coreia do Norte] a respeitar o seu compromisso de desnuclearização, e a suspender qualquer ação que possa tornar a situação ainda pior", afirmou a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Hua Chunying.

Pequim é o aliado mais próximo de Pyongyang, mas as relações entre os dois países deterioraram-se nos últimos anos devido à insistência da Coreia do Norte em desenvolver o seu programa nuclear, apesar da condenação generalizada da comunidade internacional.

A Coreia do Norte afirmou ter testado esta quarta-feira, pela primeira vez, uma bomba de hidrogénio, uma reivindicação que ainda não foi confirmada, mas já recebeu a condenação de diversos países.

"O primeiro teste de bomba de hidrogénio da República foi realizado com sucesso às 10 horas [1.30 horas de Portugal continental] do dia 6 de janeiro, 2016, assente na determinação estratégica do Partido dos Trabalhadores", anunciou a televisão estatal norte-coreana.

Vários centros de atividade sísmica detetaram um abalo na Coreia do Norte, levantando-se, de imediato, a possibilidade de ter sido causado por um teste nuclear.

O abalo registado dentro da Coreia do Norte deveu-se a uma "possível explosão", indicou o centro no seu portal, apontando para uma magnitude de 4,9, a zero quilómetros de profundidade, indicou, esta quarta-feira, o China Earthquake Network Centre, o centro sísmico chinês.

O alerta é semelhante ao emitido pela China em 2013, após um sismo na Coreia do Norte que veio a revelar-se ter sido causado por um teste nuclear.

A Coreia do Sul também registou o tremor, apontando para uma magnitude de 5,1 com o epicentro próximo das instalações de Punggye-ri, onde se realizam testes nucleares.

O Serviço Geológico dos Estados Unidos, que monitoriza a atividade sísmica em todo o mundo, registou as mesmas informações que Seul: um abalo de magnitude de 5,1 com um epicentro a 50 quilómetros da cidade de Kilju, ou seja, junto às instalações de testes nucleares de Punggye-ri.

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