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Chuva ácida está a destruir monumentos da cultura Maia no México

Chuva ácida está a destruir monumentos da cultura Maia no México

A chuva ácida está a ameaçar o património milenar deixado pela cultura Maia, no México. Até o património arqueológico subaquático das grutas de Sac Actun corre riscos.

A Cidade do México é considerada como uma das mais poluídas do Mundo. A metrópole, conhecida como a "frigideira", fica situada num extenso vale, à mercê de um clima árido e empurrada por um modo de vida agitado, maioritariamente, a emissões de carbono.

A chuva ácida, causada pela poluição, além de consequências para a saúde mais ou menos comprovadas, está a destruir monumentos da milenar cultura Maia.

"Em 100 anos, as inscrições nas paredes e nos pilares podem perder-se", disse Pablo Sanches, do Centro de Estudos Atmosféricos da Universidade Autónoma da Cidade do México, citado pela imprensa internacional.

Os monumentos Maias são maioritariamente construídos em calcário, um tipo de rocha porosa, que dificulta a solução para o problema. "O calcário tem de respirar, absorver a humidade e a água. Cobri-lo com uma película isolante vai acelerar a erosão", acrescentou Pablo Sanches.

A chuva ácida ocorre quando a poluição chega às nuvens, baixando o PH da água que chega a terra. Apesar de a capital mexicana ser uma das cidades mais poluídas do Mundo, a solução para a travar a erosão dos templos Maias não está só entre portas, uma vez que a poluição atmosférica pode viajar milhares de quilómetros, de países limítrofes como os EUA, cuja política recente acentuou a dependência dos combustíveis fósseis.

A civilização Maia foi uma das mais desenvolvidas do Mundo. Durou quase quatro mil anos, entre 1800 AC até finais do século XVII, quando foi aniquilada pelos espanhóis.

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A grandeza desta sociedade, muito desenvolvida na matemática e astronomia, ficou para a posteridade inscrita na rocha calcária dos templos que, ainda hoje, encantam milhões de pessoas que os visitam anualmente.

A chuva ácida não afeta apenas os monumentos deixados por esta civilização. Está acusar estragos, também, nas grutas de Sac Actun, recentemente mapeadas.

Aquela que é considerada a maior caverna subaquática do Mundo pode albergar a maior jazida arqueológica subaquática do Mundo, segundo peritos mexicanos.

Alguns dos mais antigos vestígios humanos, datando de há 12 a 15 mil anos, foram encontrados naquele local situado na Península do Iucatão, uma região com muitos monumentos da cultura Maia.

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