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CIA reconhece existência da "Área 51" mas sem extraterrestres

CIA reconhece existência da "Área 51" mas sem extraterrestres

Documentos divulgados esta semana revelam a verdade sobre a o mítico complexo, onde, segundo especulações populares, o governo dos EUA trabalhava com extraterrestres. Os OVNIS eram, na verdade, aviões espiões em fase de teste, revela a CIA.

De conhecimento público, os ficheiros divulgados mostram que a base se tratou de um local para o desenvolvimento do projeto, da autoria da CIA e da empresa aeronâutica Lockheed Martin, para o desenvolvimento, em 1955, de um novo modelo do avião U-2, cuja finalidade era vigiar a União Soviética e os países satélite de Moscovo.

Em período de Guerra Fria, o sítio escolhido para levar a cabo o projeto deveria ser afastado para evitar a atenção de espetadores e de espiões russos. Durante a segunda Guerra Mundial, o local tinha já albergado uma pista de aterragem e encontrava-se, na altura, abandonado e próximo um complexo onde eram feitos testes nucleares.

De acordo com o "El País", a história oficial sobre os testes do U-2 circulou internamente, em 1992, e um dossiê chegou mesmo a ser publicado, em 2002. No entanto, estes são os primeiros documentos oficiais que referem a base, que, apesar de ser do conhecimento geral, nunca foi reconhecida.

Novas informações garantem que a "Área 51" não esconde naves alienigenas, nem autópsias a extraterrestres e esclarem que o local foi apenas uma base de segurança e defesa aeronâutica.

O sigílo mantido ao longo de vários anos tem alimentado polémicas e especulações. Em 1989, um funcionário garantiu que tinha trabalhado com uma nave alienígena, o que ajudou à criação de novas teorias.

Na área, foram vários os relatos de avistamentos de Objetos Voadores Não Identificados (OVNIS) que não passam, na verdade, de aviões. O vôo a altitudes mais altas do que a dos aviões comerciais provocou, na década de 50, um "aumento tremendo dos relatos de objetos não identificados", conta Chris Pocock, um jornalista britânico, autor de vários histórias sobre a base, à BBC.

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Uma das mais famosas lendas relacionadas com o local, o Caso Roswell, defendia que os restos de uma nave extraterrestre que se tinha despenhado em Roswell, no Novo México, em julho de 1947 tinham sido transportados para a "Área 51".

Outro relato que faz parte da coleção de teorias da conspiração relacionadas com o local dava conta de experiências sobre tolerância à radiação efetuadas em prisioneiros de guerra japoneses, utilizados como cobaias humanas, durante a Segunda Guerra Mundial antes do lançamento das bombas atómicas sobre Hiroshima e Nagazaki, no Japão, em agosto de 1945.

Uma grande parte do material divulgado pela Universidade George Washington já era conhecido dos investigadores mas, segundo a universidade, o "facto mais notável" é que pela primeira vez o nome "Área 51" é utilizado em documentação oficial.

Os documentos da CIA incluem, ainda, numerosas referências à "Área 51", um mapa e os nomes de todos os pilotos das missões U-2, com datas e rotas dos voos sobre a ex-União Soviética. Os arquivos dão também conta de missões na Índia, entre 1962 e 1967, na China, em 1932.

Apesar da passagem dos anos, a área no deserto do Nevada continua vedada e o espaço aéreo é proibído à passagem de aviões civis.

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