Covid-19

Cientista brasileiro identifica nova variante do SARS CoV-2

Cientista brasileiro identifica nova variante do SARS CoV-2

Um investigador da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Virologia, João Araújo Júnior, anunciou na terça-feira ter identificado a P.4, uma possível nova variante do coronavírus.

Segundo o especialista, citado pelo portal de notícias G1, a P.4 tem ainda a sua origem desconhecida e foi identificada em cidades do interior de São Paulo, não sendo possível saber se é mais contagiosa do que o vírus original.

Uma das cidades onde a nova variante está em circulação é em Porto de Ferreira, onde, de acordo com Araújo Júnior, 37 amostras de pacientes infetados já apresentam a variante P.4.

Contudo, apesar do anúncio, o executivo estadual de São Paulo indicou não haver ainda notificação oficial da P.4.

O investigador disse à imprensa local que a P.4 é "parente" de variantes como a P.1, originária de Manaus, da P.2, que surgiu no Rio de Janeiro, e da P.3, detetada nas Filipinas, na Ásia.

"Essa nova variante é parente da P.1, porque tem a mesma origem. A origem é a B.1.1.28, que é uma linhagem que deu origem à P.1, à P.2, que foi identificada no Rio de Janeiro, à P.3, que foi identificada nas Filipinas", explicou João Pessoa Araújo Júnior, citado pelo G1.

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"E, agora, foi identificada a P.4, que tem origem ainda desconhecida. Mas ela foi primeiramente reconhecida no leste de São Paulo, primeiramente na cidade de Mococa. Depois, nós vimos uma alta frequência dela na cidade de Porto Ferreira, onde concentramos o nosso estudo", acrescentou.

De acordo com executivo estadual de São Paulo, atualmente, apenas três estirpes (a brasileira P.1, a britânica B.1.1.7 e a sul-africana B.1.351.) são consideradas "variantes de atenção" pelas autoridades sanitárias, devido à possibilidade de aumento de transmissibilidade ou gravidade da infeção.

Ainda de acordo com Araújo Júnior, o reconhecimento da nova variante é importante, uma vez que mostra que está em ascensão.

"Ela está num ambiente onde a P.1 predomina, onde a variante britânica predomina também. Mas ela está subindo com uma frequência que nos preocupa muito. (...) Agora, vamos ter condições de acompanhar melhor qual vai ser a disseminação da P.4.", afirmou.

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