Pandemia

Cientistas do Reino Unido procuram novas respostas sobre a imunidade à covid-19

Cientistas do Reino Unido procuram novas respostas sobre a imunidade à covid-19

Cientistas de 17 centros de pesquisa do Reino Unido estão a desenvolver novos esforços para entender como o sistema imunológico responde ao coronavírus.

O novo projeto, liderado pelo professor Paul Moss do Instituto de Imunologia e Imunoterapia da Universidade de Birmingham, reúne 17 instituições de pesquisa do Reino Unido e procura responder a perguntas como "quanto tempo dura a imunidade?" e "como e por que é que a gravidade da doença apresenta grande grau de variação?".

A Universidade de Birmingham avança que o objetivo dos cientistas é desenvolver testes para definir a imunidade, estudar a resposta imunológica do corpo ao SARS-CoV-2 e entender por que é que algumas pessoas sofrem com maior gravidade com a doença covid-19 e correm risco de vida, enquanto outras têm infeções leves ou são assintomáticas, mas ainda assim podem transmitir o vírus. Estes estudos determinarão quando e como a imunidade persiste ou se as pessoas podem ser reinfetadas e os cientistas esperam que os resultados melhorem o tratamento dos pacientes e avancem no desenvolvimento de vacinas e terapias.

De acordo com o professor Paul Moss, o projeto utilizará amostras e dados dos principais projetos covid-19 do Reino Unido já em andamento e financiados pelo UKRI (Departamento de Pesquisa e Inovação do Reino Unido) e NIHR (Instituto Nacional de Investigação de Saúde Britânico), incluindo ISARIC-4C (que acompanha mais de 75 mil pacientes hospitalizados com covid-19) e os estudos genómicos COG-UK (sequência dos genomas do vírus SARS-CoV-2) e GenOMICC (sequência dos genomas de pessoas com covid-19).

"Ainda precisamos aprender muito sobre como o novo coronavírus interage com o nosso sistema imunológico e, com este investimento, temos uma oportunidade única de responder a essas questões-chave, como por exemplo, resposta de células T que apresenta ser uma informação vital para a prevenção, tratamento e posteriormente o controlo efetivo da pandemia", referiu Paulo Moss à BBC News.

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