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Cimento, aço e medo recriam os muros por toda a Europa

Cimento, aço e medo recriam os muros por toda a Europa

Polónia gasta 353 milhões de euros numa vedação de cinco metros e meio de altura e 186 quilómetros de extensão na fronteira com a Bielorrússia.

Mais de três décadas após a queda do Muro de Berlim, o Mundo e a Europa em particular retraem-se em todos os receios e reerguem barreiras por todos os lados. Desta vez, não tanto por ordem eminentemente ideológica e militar, mas por medo das vagas de refugiados e de migrantes que fogem às guerras e à pobreza, no Médio Oriente ou em África. A mais recente destas vedações, construída na Polónia, até podia chamar-se Cortina de Ferro 2, não fosse, de facto, um paredão de aço, de cinco metros e meio de altura, estendido ao longo de 186 quilómetros da raia com a Bielorrússia.

Na origem do projeto, orçado em 353 milhões de euros, esteve a crise migratória, desencadeada quando o presidente da Bielorrússia, Aleksander Lukashenko, abriu as portas do país aos refugiados do Médio Oriente, para os conduzir até às fronteiras com a Polónia e com a Lituânia, vizinhos da União Europeia.

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