Arábia Saudita

Cinco condenados à morte pelo homicídio do jornalista Jamal Khashoggi

Cinco condenados à morte pelo homicídio do jornalista Jamal Khashoggi

Um tribunal da Arábia Saudita condenou à morte cinco pessoas pelo homicídio do jornalista Jamal Khashoggi, a 2 de outubro do ano passado. Outras três foram condenadas a 24 anos de prisão.

O procurador-geral da Arábia Saudita, Shalaan al-Shalaan, que divulgou a sentença em conferência de imprensa, referiu que, apesar de ter sido investigado, Saud al-Qahtani, conselheiro do príncipe saudita Mohammed bin Salman, acabou por não ser acusado e foi libertado.

Um relatório independente da ONU escrito pela especialista em direitos humanos Agnes Callamard concluiu, em junho, que havia "provas credíveis" contra o príncipe saudita e indícios de que este "crime internacional" tenha tido a sua colaboração, bem como a de altos oficiais do Estado da Arábia Saudita.

Crítico proeminente do governo saudita, Khashoggi foi morto dentro do consulado do país na cidade turca de Istambul por um grupo de agentes sauditas. Depois de, inicialmente, ter negado a morte do jornalista, Riade indicou que Jamal tinha sido morto durante uma "operação fora de controlo" do Estado, supervisionada por dois altos responsáveis que acabariam por ser destituídos. Por seu turno, Ancara acusou os "mais altos níveis" do Estado saudita pelo homicídio.

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