O Jogo ao Vivo

Espanha

Cinco detidos e 14 feridos em Madrid e Valência durante protestos anti-Rajoy

Cinco detidos e 14 feridos em Madrid e Valência durante protestos anti-Rajoy

A polícia madrilena fez, esta noite, duas cargas sobre manifestantes que reclamaram a demissão do chefe do Governo, Mariano Rajoy. Há registo de um detido e 12 feridos. Num protesto semelhante em Valência, dois polícias ficaram feridos e quatro manifestantes foram detidos.

Um detido e 12 feridos foi o resultado dos incidentes verificados, esta noite, no cento de Madrid, depois da concentração feita durante a tarde de quinta-feira, frente à sede do governamental Partido Popular (PP), para exigir a demissão do chefe do Governo.

O Comando Superior da Polícia admitiu à agência noticiosa Efe que possam ocorrer mais detenções no seguimento dos confrontos que causaram ferimentos a sete polícias (seis nacionais e um municipal) e cinco manifestantes.

Estes incidentes, cerca das 23.45 horas locais (22.45 horas de Portugal continental), foram antecedidos por cargas policiais, às 23.00 horas e 23.30 horas locais, na Gran Via e na Praça de Cibeles, depois de cerca de 100 pessoas terem cortado o trânsito e tentado montar barricadas com os contentores do lixo.

Os manifestantes reclamam a demissão do presidente do Governo, Mariano Rajoy, e da secretária-geral do Partido Popular (PP), María Dolores de Cospedal, depois das últimas revelações sobre o designado escândalo Bárcenas.

O protesto de quinta-feira perante a sede madrilena do PP foi convocado por mais de meia centena de organizações.

Além de Madrid, houve mais ações de protesto perante as sedes do PP em várias cidades, como Valladolid, León, Salamanca ou Valencia. Nesta última houve confrontos entre manifestantes e polícia, que causaram ferimentos a dois polícias e levaram à detenção de quatro pessoas.

O escândalo, revelado pela imprensa em janeiro, sobre os complementos salariais, em liquidez, de que teriam beneficiado altos responsáveis do PP entre os quais Rajoy, cresceu nos últimos dias, com a audição, por um juiz de instrução, de Luis Bárcenas, dirigente e tesoureiro do PP entre 1990 e 2009.

Barcenas, na prisão desde 27 de junho passado devido a um outro escândalo de corrupção ligado ao financiamento do PP, confirmou na segunda-feira, ao juiz Pablo Ruz, a existência de uma contabilidade paralela e disse ter entregado dinheiro em espécie a mariano Rajoy, bem como à número dois do partido, Maria Dolores de Cospedal, segundo fontes judiciais presentes na audição.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG