França

Colaborador de Macron investigado por agredir manifestante

Colaborador de Macron investigado por agredir manifestante

A justiça francesa anunciou esta quinta-feira a abertura de uma investigação preliminar após a transmissão de imagens de um colaborador do presidente Emmanuel Macron a agredir um manifestante no 1º de maio.

A investigação também tem como alvo a "usurpação de sinais reservados à autoridade pública", disse o Ministério Público à agência France-Presse (AFP), referindo-se ao facto de o colaborador de Macron se ter equipado com "um capacete com uma viseira da polícia, embora ele não seja agente".

Num artigo online na noite de quarta-feira, acompanhado por um vídeo, o jornal "Le Monde" revelou que "Alexandre Benalla, um conselheiro próximo do presidente da República (...) atacou um jovem no chão durante uma manifestação ", por ocasião do 1º de maio, Dia do Trabalhador, que tradicionalmente coincide na França com muitos eventos.

De acordo com a AFP, Alexandre Benalla foi responsável pela segurança do presidente Emmanuel Macron durante a campanha presidencial que levaria à sua vitória em 2017, antes de ser nomeado "encarregado de missão" no Eliseu, a presidência francesa, como assistente chefe do gabinete adjunto do presidente François-Xavier Lauch.

"O homem de capacete, obviamente fora dele, arrasta (o jovem) no chão, agarra-o violentamente no pescoço por trás e depois agride-o várias vezes", relata o "Le Monde", que afirma que "o diretor do gabinete de Emmanuel Macron, Patrick Strzoda, confirmou que Benalla era de facto o homem do vídeo".

Patrick Strzoda disse ao jornal que suspendeu temporariamente Alexander Benalla de 4 a 19 de maio, ameaçando-o de demissão no caso de uma nova lacuna na sua conduta.

De acordo com a AFP, Alexandre Benalla pediu para "observar" o policiamento no 1º de maio, o que o diretor de gabinete tinha aceitado.

Alexandre Benalla recebeu "a mais séria sanção já pronunciada contra um alto funcionário que trabalha no Eliseu", disse o porta-voz da presidência à agência France-Presse.

Questionado sobre este caso durante uma visita ao sudoeste da França, Emmanuel Macron recusou-se a responder.

De acordo com a AFP, vários políticos pediram "sanções mais duras" contra Alexandre Benalla.