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Coligação bombardeou instalações de armas químicas do Estado Islâmico

Coligação bombardeou instalações de armas químicas do Estado Islâmico

A coligação internacional contra o grupo extremista Estado Islâmico bombardeou instalações de produção de armas químicas dos jiadistas, com base em informações de um responsável do grupo capturado pelas forças norte-americanas.

A coligação "efetuou vários ataques aéreos que perturbaram e degradaram a capacidade do EI para produzir armas químicas", declarou, esta quinta-feira, o porta-voz do Pentágono, Peter Cook, em conferência de imprensa.

Os ataques puderam realizar-se graças a informações fornecidas por um especialista em armas químicas do EI recentemente capturado pelas forças especiais norte-americanas, precisou Cook.

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Suleiman Daud al-Bakkar, nome por que é conhecido Abu Daud, era "emir do EI para o fabrico de armas químicas e convencionais", acrescentou.

O homem foi capturado na semana passada no Iraque, segundo um responsável militar norte-americano, e transferido na quarta-feira para a custódia das autoridades iraquianas, depois de ter sido interrogado pelas forças especiais norte-americanas, indicou o porta-voz.

Em fevereiro, o coordenador dos serviços secretos norte-americanos, James Clapper, e o diretor da CIA, John Brennan, acusaram pela primeira vez abertamente o EI de ter utilizado armas químicas no Iraque e na Síria -- nomeadamente, gás mostarda.

O gás mostarda, que provoca dificuldades respiratórias, cegueira momentânea e bolhas muito dolorosas, foi utilizado pela primeira vez pelos alemães na Bélgica, em 1917. Foi proibido pela ONU em 1993.

Suleiman Daud al-Bakkar foi detido por uma unidade das forças especiais chamada ETF (Força Expedicionária Cirúrgica), recentemente enviada pelos Estados Unidos para o Iraque e que tem por missão capturar ou matar altos responsáveis do EI e obter informações.

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