83.º dia de conflito

Com as negociações suspensas, Putin dedica-se às decisões militares

Com as negociações suspensas, Putin dedica-se às decisões militares

Desapontado com o desenvolvimento do conflito, o chefe de Estado russo, Vladimir Putin, decidiu envolver-se mais na gestão diária da guerra. Não são animadoras as notícias que chegam de Kiev e Moscovo relativamente às conversações de paz. Numa troca de acusações, Ucrânia e Rússia confirmam que as negociações foram interrompidas. Os pontos-chave do 83.º dia de invasão.

- Fontes militares ocidentais, citadas pela BBC, revelaram que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, está mais envolvido na gestão diária da guerra na Ucrânia. O líder russo está desiludido com a forma como a invasão está a correr e decidiu ser ele, em conjunto com o Estado-maior General, a tomar as decisões militares, que têm estado a cargo de oficiais com pouca experiência.

- O governador de Lviv, Maksym Kozytskyi, anunciou no Telegram que um míssil atingiu uma linha férrea em Yavoriv, naquela região do Oeste da Ucrânia, próxima da Polónia.

- O Estado Maior do Exército da Ucrânia destacou esta terça-feira a retirada de 53 combatentes feridos da fábrica Azovstal, Mariupol, afirmando que "os soldados resistiram" às forças militares russas, tendo por isso, cumprido a missão de combate.

- O vice-ministro russo, Andrey Rudenko, assegurou hoje que não há qualquer negociação a decorrer atualmente entre a Rússia e a Ucrânia, afirmando que Kiev "abandonou de vez" o diálogo. "As negociações pararam. A Ucrânia abandonou de vez o processo de diálogo", disse Rudenko à agência Interfax. Notícia confirmada, posteriormente, por Mykhailo Podoliak, conselheiro do presidente ucraniano.

- O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, considerou esta terça-feira que a Rússia está a atravessar uma "tempestade perfeita" em que enfrenta "Estados hostis", mas de que sairá "mais estável e mais segura".

- A Rússia afirmou que os 265 militares ucranianos retidos no complexo siderúrgico de Azovstal se renderam, na segunda-feira, e foram feitos prisioneiros. "Nas últimas 24 horas, 265 militares renderam-se, incluindo 51 gravemente feridos. Todos aqueles que precisavam de assistência médica foram enviados para o hospital de Novoazovsk", em território separatista pró-Rússia, revelou o ministério da Defesa.

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- O chanceler alemão, Olaf Scholz, anunciou esta terça-feira que a Alemanha vai "intensificar" a cooperação militar com a Suécia e a Finlândia, que procuram garantias de segurança durante o período de transição até à integração na NATO, que solicitaram.

- O procurador do Tribunal Penal Internacional anunciou o envio para a Ucrânia de uma equipa de 42 especialistas, a maior missão de sempre em termos de efetivos, para investigar os crimes cometidos durante a invasão russa.

- Portugal está a preparar o envio de mais 160 toneladas de material para a Ucrânia, incluindo equipamento militar, afirmou a ministra da Defesa, Helena Carreiras, em Bruxelas, após um Conselho de Negócios Estrangeiros na vertente de Defesa.

- O presidente da Rússia, Vladimir Putin, descreveu como "suicídio económico" a política da União Europeia em matéria energética, referindo-se ao possível embargo ao gás e petróleo russos como sanção pelo ataque militar à Ucrânia.

- A Suécia e Finlândia apresentarão o pedido de adesão à NATO na quarta-feira, em Bruxelas, anunciaram, conjuntamente em Estocolmo, a primeira-ministra sueca, Magdalena Andersson, e o presidente da Finlândia, Sauli Niinisto.

- O Ministério Público da Rússia pediu ao Supremo Tribunal que reconheça como organização terrorista o batalhão Azov, integrado no Exército da Ucrânia e considerado por Moscovo como um grupo "nazi".

- A Comissão Europeia vai propor um pacote energético que implica um investimento adicional de 210 mil milhões de euros até 2027 para a União Europeia (UE) se tornar independente da energia russa e cumprir metas ambientais.

- A vice-ministra da Defesa da Ucrânia, Hanna Maliar, disse que Kiev sabe quantos combatentes ainda estão presos em Azovstal. Porém, recusou-se a dar mais detalhes porque essas informações são "sensíveis".

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