Violência

Combates provocam 136 mortos em quatro dias na Síria

Combates provocam 136 mortos em quatro dias na Síria

Combates entre jiadistas e forças curdas apoiadas pela coligação internacional prosseguem este domingo, pelo quarto dia, no nordeste da Síria, com um balanço de 136 mortos.

O grupo jiadista Estado Islâmico (EI) atacou a prisão de Ghwayran, na região de Hassaké, para libertar os seus companheiros amotinados, provocando a morte a 84 membros desta fação e 45 combatentes curdos, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

As Forças da Síria Democrática (FDS), liderada pelos curdos, recuperou o controlo de quase todo o setor, com exceção de algumas células, com o apoio da aviação da coligação internacional.

"A prisão está agora sob o controlo das nossas forças e tomaram-se medidas que frustraram as intenções de fuga dos terroristas [do EI], enquanto as nossas forças também estão a trabalhar para impor o seu controlo dentro da prisão", informaram as FDS em comunicado.

Restam, no entanto, "três células de terroristas" cercadas no bairro de Geweran, onde se encontra a prisão, a partir de onde as forças do EI apoiaram os presos amotinados.

Os confrontos puseram em fuga milhares de civis numa altura em que se fazem sentir temperaturas gélidas na região.

Desencadeada em março de 2011 pela repressão às manifestações pró-democracia, a guerra na Síria tornou-se mais complexa ao longo dos anos com o envolvimento de potências regionais e internacionais, e a ascensão dos jiadistas.

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Apesar de derrota em 2019, o EI tem conseguido perpetrar ataques mortais através de células.

O conflito matou cerca de 500 mil pessoas de acordo com o OSDH, devastou a infraestrutura do país e deslocou milhões de pessoas.

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