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Comissão Nacional Eleitoral repudia alegado ataque a observadores internacionais em Angola

Comissão Nacional Eleitoral repudia alegado ataque a observadores internacionais em Angola

A Comissão Nacional Eleitoral (CNE) de Angola repudiou hoje "veementemente" o ataque, supostamente por militantes da UNITA, maior partido da oposição, a uma missão de observadores da Comunidade de Desenvolvimento de Países da África Austral (SADC).

O incidente, anunciado pelo presidente da CNE, André da Silva Neto, registou-se hoje no encerramento da campanha das eleições gerais de quarta-feira da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), no município do Cazenga, província de Luanda.

"Tenho conhecimento oficioso que foi praticado pelo partido UNITA, vamos averiguar se efetivamente assim foi e, quando apurarmos que efetivamente assim foi, que assim o fez, vamos intimá-lo a justificar os motivos por que agiu assim e tomar as medidas pertinentes sobre o assunto", disse André da Silva Neto, à comunicação social, no final de um encontro com os observadores eleitorais, em Talatona.

André da Silva Neto lamentou o ato, salientando que os observadores da SADC "foram seviciados pelos militantes presentes naquele ato".

"Fisicamente, felizmente, não sofreram moléstias, foram só alvos de sevícias morais e psicológicas, mas as viaturas sofreram danos materiais", explicou.

Segundo André da Silva Neto, nos termos da lei, o partido pode sofrer penalizações, frisando que "isto não pode se manter assim impune".

Para o responsável do órgão eleitoral angolano, este foi o incidente mais grave durante a campanha eleitoral "pela natureza que teve".

"Por se tratarem sobretudo de pessoas estrangeiras convidadas para estarem aqui a dar o seu contributo para um processo pacífico, transparente e justo, parece-nos que é de uma gravidade que se lamenta e se deve evitar a todo custo. E vamos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para que não se repita", afirmou.

André da Silva Neto acrescentou que o caso foi entregue à às autoridades policiais e que na terça-feira vai entrar em contacto com o comando da polícia para obter dados mais concretos sobre o que aconteceu.

Em declarações à agência Lusa, o vice-presidente da UNITA, Raul Danda, disse que o partido teve conhecimento do incidente já fora do local, onde também a sua viatura sofreu danos.

O político sublinhou que nos comícios não estão apenas presentes militantes do partido, mas também simpatizantes.

"Aquelas pessoas, naquele entusiasmo a pendurarem-se no carro, partiram o limpa para-brisa de trás e não acredito que a intenção deles fosse atacar", disse Raul Danda, referindo-se ao incidente com a viatura em que seguia.

O vice-presidente da UNITA e candidato a vice-presidente da República nas eleições de 23 de agosto, salientou que no encontro hoje com os observadores da União Africana, lamentou o incidente.

"Não sei o que aconteceu com os observadores quando estavam a sair. No momento, não nos apercebemos de nada, só depois de sair é que soubemos disso", frisou.

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