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Comité Nobel defende distinção de Obama

Comité Nobel defende distinção de Obama

O Comité Nobel norueguês defendeu hoje, quinta-feira, a decisão de atribuir o Nobel da Paz ao presidente norte-americano menos de um ano depois de assumir funções como "um apelo a todos" para projectarem as ideias de Barack Obama.

"Muitos são os que consideram que o Prémio foi dado muito cedo", afirmou o presidente do Comité, Thorbjoern Jagland, no discurso pronunciado no início da cerimónia de entrega do Nobel da Paz em Oslo.

"Mas a história está repleta de ocasiões perdidas, É agora, hoje, que temos a oportunidade de apoiar as ideias do presidente Obama", disse, acrescentando que o prémio é "um apelo a todos para a acção".

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Segundo o presidente do Comité Nobel, "raramente uma pessoa domina a política internacional tão amplamente como Obama, ou em tão curto espaço de tempo inicia mudanças tão importantes".

Entre os feitos de Obama, Jagland referiu que "a diplomacia multilateral voltou a assumir uma posição central, os padrões internacionais voltaram a ser respeitados e a tortura foi proibida".

O presidente norte-americano, disse Jagland, lançou uma proposta para um mundo sem armas nucleares e o seu governo "reconsiderou" a construção na Europa de Leste de um escudo antimísseis, abrindo caminho a outras "opções multilaterais para dar segurança à região".

Obama, afirmou, "é um líder político que compreende inclusivamente como os mais poderosos são vulneráveis quando estão sozinhos, é um homem que acredita na força da comunidade".

O Comité Nobel surpreendeu muitos sectores, incluindo o próprio laureado, com o anúncio da distinção de Barack Obama a 09 de Outubro, menos de nove meses depois de ter assumido as funções de presidente dos Estados Unidos.

O Comité justificou a sua escolha com "os esforços extraordinários (de Obama) para o reforço da diplomacia internacional e a cooperação entre os povos".

O debate sobre a justeza da decisão foi relançado quando, há uma semana, Obama anunciou o envio de mais 30 000 tropas norte-americanas para o Afeganistão.

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