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Paquistão

Companhia aérea suspende 150 pilotos por suspeita de licenças falsas

Companhia aérea suspende 150 pilotos por suspeita de licenças falsas

A companhia aérea estatal Pakistan International Airlines (PIA) vai deixar em terra 150 pilotos com livretes considerados "duvidosos", depois do anúncio do Governo de Islamabade sobre licenças de voos falsas no país.

"Decidimos deixar em terra 150 pilotos" disse o porta-voz da PIA, Abdullah Hafeez.

A fonte indicou que desde fevereiro de 2019 a Autoridade de Aviação Civil (CAA) do Paquistão está a investigar os alegados livretes falsos dos pilotos e concluiu que existem licenças de voo que têm de ser revistas.

"Após a investigação, se as licenças forem genuínas podem continuar a voar", disse Hafeez indicando que a companhia dispõe de um total de 434 pilotos.

O anúncio da PIA ocorre um dia depois de o ministro da Aviação do Paquistão, Ghulam Sarwar Khan, ter afirmado na Assembleia Nacional que quase 40% dos 860 pilotos ativos no país têm livretes falsos.

Mujtab Baig, porta-voz da CAA, organização que dirige a investigação, reduziu hoje para 30% o número de pilotos com licenças falsas, a nível nacional, indicando que podem ser 260 aqueles que não podem voar.

Por outro lado, o porta-voz da PIA desconhece como foi possível um número tão elevado de pilotos de voos comerciais com livretes falsos.

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"Não sei como conseguiram (as licenças) mas isso não aconteceu de um dia para o outro", afirmou Hafeez.

No Paquistão acontecem desastres aéreos com frequência tendo o último acidente ocorrido no passado dia 22 de maio, quando um A-320 da PIA caiu sobre uma zona residencial perto do aeroporto de Carachi. No acidente morreram 98 pessoas.

A investigação preliminar divulgada esta semana responsabiliza os controladores aéreos e os pilotos apesar de afirmar que estes "tinham experiência e qualificações adequadas".

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