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Comunidade LGBT é perseguida e torturada na Chechénia

Comunidade LGBT é perseguida e torturada na Chechénia

A comunidade LGBT é frequentemente vítima de violência na Chechénia,. Além de nada fazer para contrariar, o Governo vai mais longe, com a intenção de "eliminar todas as pessoas LGBT", aponta o realizador de um documentário recente que expõe a perseguição ao grupo.

O caso é mostrado pelos olhos de David France, realizador do documentário "Welcome to Chechnya: The Gay Purge". O norte-americano decidiu dar a conhecer as atrocidades praticadas sobre pessoas LGBT depois de ter tomado conhecimento de redes ilegais em Moscovo e São Petersburgo, que alojavam os membros desta comunidade para que não fossem vítimas de perseguição.

"O líder da Chechénia, Ramzan Kadyrov, está a começar uma operação para eliminar todas as pessoas LGBT", explicou France, em entrevista ao jornal britânico "The Guardian". O realizador defende que a "propaganda" contra pessoas homossexuais promovida por Vladimir Putin, a par dos ideais de fundamentalismo nacionalista e religioso, estão a fazer a população pensar que os LGBT são as culpadas de todos os problemas da sociedade.

No documentário, France dá a conhecer vários vídeos em que a violência sobre a comunidade está patente. Três exemplos: dois rapazes dentro de um carro provocados por um grupo; uma mulher lésbica atingida com uma pedra da rua; e um homem a ser capturado e violado. O realizador acrescenta que estes grupos que perseguem e aterrorizam esta comunidade são apoiados pelo governo e pelas forças de segurança.

O realizador diz ainda que a homossexualidade é algo tão estigmatizado na Chechénia, que as famílias de homossexuais e transexuais até são pressionadas pelas forças de segurança a matá-los em "assassinatos de honra".

Existem redes ilegais em Moscovo e São Petersburgo, encabeçadas por jovens ativistas da comunidade LGBT. Transportam clandestinamente pessoas da Chechénia para casas seguras nessas cidades, enquanto procuram um asilo fora da Rússia. Num desses refúgios, dá conta David France, quando um rapaz tenta o suicídio, os curativos ficam a cargo dos colegas, impossibilitados de chamar uma ambulância, uma vez que isso iria alertar as autoridades.

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No documentário, Maxim Lapunov revela que fez uma queixa contra as autoridades russas por não o protegerem depois de ter sido capturado e torturado. Como a queixa foi arquivada, Lapunov vai recorrer ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.

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