Terrorismo

Condenado a pena perpétua autor de ataque em elétrico na Holanda

Condenado a pena perpétua autor de ataque em elétrico na Holanda

Um tribunal holandês condenou, esta sexta-feira, a prisão perpétua por homicídio com motivação terrorista o homem que em março de 2019 abriu fogo dentro de um elétrico em Utrech, matando quatro pessoas.

Gokmen Tanis, 38 anos, muçulmano radicalizado, não assistiu à leitura da sentença devido às restrições impostas no âmbito da pandemia de coronavírus.

"O suspeito espalhou morte e destruição em plena luz do dia num elétrico em Utrecht", disse o presidente do coletivo de juízes, Ruud van Veldhuisen.

Tanis entrou no elétrico e "puxou de uma pistola com a qual, enquanto gritava o nome do seu deus, Alá, disparou contra passageiros inocentes a sangue frio. Não uma vez, mas várias vezes em pouco mais de dois minutos", acrescentou.

Tanis não respondeu às perguntas que lhe foram colocadas durante o julgamento e foi várias vezes retirado da sala de audiências por insultar os juízes, o seu advogado e as famílias das vítimas.

A 18 de março de 2019, Gokmen Tanis entrou num elétrico em Utrecht e usou uma pistola com silenciador para disparar contra passageiros a curta distância. Depois saiu do elétrico, disparou contra o condutor de um automóvel e fugiu.

Três passageiros do elétrico, dois homens e uma mulher, morreram no local e o condutor do automóvel morreu mais de uma semana depois em consequência dos ferimentos sofridos.

O ataque, que ocorreu poucos dias depois do massacre em duas mesquitas em Christchurch, na Nova Zelândia, levou a polícia a ordenar o confinamento dos habitantes de Utrech até à captura do suspeito, que ocorreu horas mais tarde.

A polícia indicou que o silenciador da arma tinha gravadas frases relacionadas com o Islão, que a avaliação forense mais tarde determinou terem sido feitas por Tanis.

O autor do ataque deixou uma nota num carro que furtou para a fuga onde se lia: "Estou a fazer isto pela minha religião. Vocês matam muçulmanos e querem tirar-nos a religião, mas não vão conseguir. Alá é grande".

Contudo, testemunhas descreveram-no em tribunal como um muçulmano "em part-time", que tanto obedecia estritamente aos princípios religiosos como bebia álcool, jogava a dinheiro e usava drogas.

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