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Confinamento na maior cidade da China isola milhões de pessoas

Confinamento na maior cidade da China isola milhões de pessoas

A cidade de Xangai deveria estar a sair, esta sexta-feira, de um confinamento de quatro dias, iniciado na terça-feira para tentar controlar um surto da variante ómicron da covid-19. No entanto, ontem à noite, as autoridades anunciaram o prolongamento das restrições por mais 10 dias.

Xangai, a maior cidade da China, coração financeiro do Império do Meio, está praticamente paralisada. A restritiva política chinesa de zero casos de covid-19 levou ao prolongamento do confinamento decretado na segunda-feira e que deveria terminar esta sexta-feira.

Ontem à noite, as autoridades locais anunciaram o prolongamento do confinamento por mais 10 dias na metade leste da cidade de 26 milhões de habitantes. Nas zonas onde foram detetados casos de covid-19 foram erguidas barreiras que obrigam as pessoas a ficar em quarentena.

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As autoridades de Xangai dizem ter detetado 4144 casos assintomáticos e 358 com sintomas na quinta-feira, um decréscimo face aos 5289 (e 355 doentes) de quarta-feira.

A alteração das regras em Xangai implica que qualquer pessoa a viver num prédio onde seja detetado um caso positivo tem de ficar em casa durante 10 dias. Residentes noutros prédios do mesmo bairro ficarão confinados mais três dias.

Pessoas a viver em bairros adjacentes àquele onde houver um caso de covid-19 têm menos restrições. Podem ser autorizados a fazer compras de bens essenciais, mas apenas em dias e horas previamente definidas pelas autoridades.

Cerca de 16 milhões de pessoas vão ser testadas em Puxi, a Oeste do rio Xangai. Os residentes desta zona não estão autorizados a deixar as zonas onde vivem durante um período de quatro dias, com as refeições ou produtos de mercearia a serem entregues à porta.

O vírus motivou o confinamento de várias cidades grandes na China este ano, naquele que é o pior surto desde o início da pandemia em Wuhan, em 2019.

Dados revelados esta sexta-feira, e analisados pelo jornal britânico "The Guardian" mostram que a atividade industrial da China caiu em março ao ritmo mais elevado dos últimos dois anos. A guerra na Ucrânia contribuiu para o agravamento, com quedas acentuadas na oferta e na procura.

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