Pena de Morte

Confirmada pena de morte para líder da Irmandade

Confirmada pena de morte para líder da Irmandade

Um tribunal egípcio confirmou as sentenças de pena de morte contra o líder da Irmandade Muçulmana e outras 11 pessoas.

Dois outros islamitas também foram condenados à morte por recusa de comparecer em tribunal, enquanto 23 pessoas foram condenadas a prisão perpétua, incluindo um jovem cidadão egípcio-americano, Mohamed Soltan, detido desde agosto de 2013 e que está atualmente em greve de fome.

As sentenças, anunciadas em 16 de março, foram pronunciadas por diversos tribunais. Num primeiro caso, 14 dirigentes da confraria - considerada "organização terrorista" pelas autoridades após o derrube e detenção do Presidente islamita Mohamed Morsi pelos militares em 3 de julho de 2013 - foram condenados à morte por "planificação de recurso à força contra o Estado".

As condenações à morte têm-se sucedido no Egito após a destituição de Morsi pelo então chefe de estado-maior das Forças Armadas, general Abdel Fatah Al-Sisi, entretanto eleito presidente em eleições fortemente vigiadas.

Em simultâneo, a sangrenta repressão contra a Irmandade Muçulmana - expressa no massacre de 14 de agosto de 2013, quando centenas de manifestantes foram abatidos no Cairo pelas forças militares e policiais - foi-se alargando às correntes laicas que estiveram na vanguarda da revolução que em fevereiro de 2011 derrubou o líder autocrático Hosni Mubarak.

Enquanto os dirigentes e membros dos islamitas, ou de outras correntes da oposição, também rivais dos islamitas, eram condenados, Mubarak tem vindo a ser ilibado nos sucessivos julgamentos a que tem comparecido.

A Amnistia Internacional (AI) estima entre 16 mil e 40 mil o número de detidos, pelo menos 1500 mortos na repressão aos protestos e um "aumento alarmante" do número de condenações à morte.

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