Polémica

Confissão de pedófilo rejeitada por Tribunal de Barcelona

Confissão de pedófilo rejeitada por Tribunal de Barcelona

O tribunal espanhol que julga o pedófilo Joaquín Benitez recusou admitir como prova um documento em que este professor confessa, numa declaração extrajudicial, abusos praticados em aulas de educação física na escola Maristas de Sants-Les Corts, em Barcelona.

A posição do tribunal surge depois de pais e mães se terem manifestado hoje em frente ao Palácio de Justiça de Barcelona, sede da audiência provincial, para protestar contra os abusos sexuais cometidos na escola Maristas de Sants e exigir ao parlamento que abra uma comissão de inquérito.

O julgamento de Benitez começou hoje depois de a defesa e a acusação não terem chegado a um acordo para reduzir o pedido de condenação em troca da admissão dos factos criminosos.

O Ministério Público acusou o pedófilo de ter confessado ter abusado sexualmente de quatro estudantes menores de idade quando era professor de educação física e pediu uma sentença de 22 anos de prisão e 14 anos de desqualificação.

No início do julgamento, os magistrados não admitiram como prova a confissão que Benítez fez no documentário 'Shootball', em 2017, em que reconheceu todos os abusos praticados quando era professor de educação física na escola Maristas Sants-Les Corts, por este ter sido produzido num "ambiente extrajudicial".

Joaquín Benitez é o único professor da escola Maristas de Sants-Les Corts que se sentará no banco dos acusados, apesar de haver outros doze professores denunciados por crimes semelhantes cometidos contra cerca de quatro dezenas de alunos durante décadas e em várias escolas da congregação.

Nas paredes da escola Maristas Sants-Les Cortes apareceram hoje 'graffiti' com mensagens contra o centro educacional e a congregação religiosa que administra o local. Os 'graffiti' que foram apagados, incluíam frases como "esconder pedófilos", "organização criminosa" ou "não há perdão".