Afeganistão

Conselho de Direitos Humanos da ONU reúne-se para examinar "questões sérias de direitos humanos"

Conselho de Direitos Humanos da ONU reúne-se para examinar "questões sérias de direitos humanos"

O Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas vai reunir-se, numa sessão especial em 24 de agosto, para examinar "questões sérias de direitos humanos" surgidas com a chegada dos talibãs ao poder no Afeganistão, foi esta terça-feira anunciado.

O encontro, que vai decorrer em Genebra, foi solicitado por representantes do Afeganistão e do Paquistão, recebendo até agora o apoio de 89 países.

Um porta-voz dos talibãs prometeu esta terça-feira que o movimento radical islâmico, que conquistou o poder no país nos últimos dias, vai proteger o Afeganistão, garantindo que não são movidos por qualquer desejo de vingança.

Apesar das promessas, a maioria da população mantém-se cética, com as gerações mais velhas a recordarem nitidamente o ultraconservadorismo islâmico defendido pelos talibãs nos anos 1990, incluindo as severas restrições às mulheres, os apedrejamentos e amputações públicas e o isolamento em relação ao resto do mundo.

Os talibãs conquistaram Cabul no domingo, culminando uma ofensiva iniciada em maio, quando começou a retirada das forças militares norte-americanas e da NATO.

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As forças internacionais estavam no país desde 2001, no âmbito da ofensiva liderada pelos Estados Unidos contra o regime extremista (1996-2001), que acolhia no seu território o líder da Al-Qaida, Osama bin Laden, principal responsável pelos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001.

A tomada da capital põe fim a uma presença militar estrangeira de 20 anos no Afeganistão, dos Estados Unidos e dos seus aliados na NATO, incluindo Portugal.

Face à brutalidade e interpretação radical do Islão que marcou o anterior regime, os talibãs têm assegurado aos afegãos que a "vida, propriedade e honra" vão ser respeitadas e que as mulheres poderão estudar e trabalhar.

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