Crise Rússia-Ucrânia

Conselho de Segurança da ONU convoca reunião de emergência

Conselho de Segurança da ONU convoca reunião de emergência

O Conselho de Segurança das Nações Unidas convocou para a noite de segunda-feira (madrugada de terça-feira em Portugal) uma reunião de emergência sobre a situação da Ucrânia, a pedido de Kiev, EUA, México e cinco países europeus.

A Ucrânia solicitou na segunda-feira uma reunião urgente do Conselho de Segurança das Nações Unidas face "às ações ilegais da Rússia", depois do Presidente russo, Vladimir Putin, ter reconhecido a independência das regiões separatistas ucranianas. "A Ucrânia solicitou uma reunião urgente do Conselho de Segurança das Nações Unidas devido às ações ilegais da Rússia. Já enviamos o pedido ao Conselho", anunciou no Twitter o ministro dos Negócios Estrangeiros, Dmytro Kuleba.

O Presidente da Rússia reconheceu a independência dos territórios separatistas pró-Rússia no leste da Ucrânia, com os quais assinou tratados de amizade e assistência mútua com os líderes de Donetsk, Denis Pushilin, e Lugansk, Leonid Pásechnik. Segundo Putin, a decisão foi tomada depois de receber hoje um pedido [de reconhecimento] por parte de ambos os líderes separatistas pró-Rússia e depois da Duma [câmara baixa do parlamento russo] ter enviado uma resolução com um pedido de reconhecimento da independência de Donetsk e Lugansk.

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A Rússia mobilizou ao longo das últimas semanas dezenas de milhares de militares nas fronteiras com a Ucrânia, com o Ocidente a considerar estas movimentações como uma preparação para a invasão ao país vizinho.

A decisão de reconhecer ambas as repúblicas autoproclamadas foi apoiada quase por unanimidade pelos membros do Conselho de Segurança da Rússia.

EUA "avaliam" próximos movimentos russos antes de novas medidas de retaliação

Os EUA vão "avaliar" os próximos movimentos militares da Rússia antes de adotar quaisquer novas medidas de retaliação contra Moscovo, afirmou um alto funcionário da Casa Branca, depois de Moscovo reconhecer territórios separatistas da Ucrânia.

Washington continuará os seus esforços diplomáticos "enquanto os tanques russos não estiverem em movimento", disse aos jornalistas o alto funcionário, citado pela agência AFP, escusando-se a precisar quais manobras militares podem ser qualificadas como uma invasão.

Os EUA prometeram uma resposta "firme" e "rápida" ao reconhecimento de Moscovo da independência das regiões separatistas na Ucrânia, ameaçando uma resposta firme em caso de escalada.

Em resposta ao reconhecimento de Moscovo, o presidente Biden emitiu uma ordem executiva que proíbe qualquer novo investimento, comércio ou financiamento por pessoas dos EUA para, de ou dentro das regiões pró-russas de Donetsk e Luhansk. Segundo a Casa Branca, Joe Biden informou o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky dessas medidas, reafirmando "o compromisso dos Estados Unidos" de respeitar "a integridade territorial da Ucrânia".

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