EUA

Conservadora Amy Coney Barrett deverá ser escolha de Trump para Supremo Tribunal

Conservadora Amy Coney Barrett deverá ser escolha de Trump para Supremo Tribunal

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vai revelar este sábado o nome de quem substituirá a juíza Ruth Bader Ginsburg no Supremo Tribunal dos Estados Unidos, a cinco semanas da eleição presidencial em 3 de novembro. Segundo a imprensa norte-americana, a escolha deverá recair sobre Amy Coney Barrett.

Se a professora de Direito, de 48 anos, for nomeada e confirmada no cargo, isso consolidará a maioria conservadora no Supremo Tribunal do país.

Segundo vários meios de comunicação norte-americanos que citam fontes republicanas, Barrett seria a substituta da progressista e ícone feminista Ruth Bader Ginsburg, conhecida como "RBG", que faleceu de cancro aos 87 anos de idade na passada semana.

A rápida nomeação de uma possível sucessora à "RBG" é uma decisão polémica por ser tomada a menos de 40 dias antes das eleições presidenciais.

Os opositores democratas, liderados pelo candidato à Casa Branca, Joe Biden, exigiram que os republicanos não preenchessem a vaga no Supremo Tribunal até depois da eleição a 3 de novembro, quando será anunciado se Trump foi ou não reeleito para um segundo mandato.

O anúncio de Trump deve ser feito oficialmente este sábado às 17 horas locais (22 horas em Portugal).

PUB

Questionado na sexta-feira se a escolhida seria Amy Coney Barrett, Trump: "Não disse que era ela, mas é extraordinária". "Vamos anunciar alguém extraordinário. Vai ser um grande dia", afirmou o presidente.

Trump, que já indicou dois juízes para o Supremo Tribunal durante o mandato, foi rápido em iniciar o processo para preencher a cadeira que era ocupada por Ginsburg e, assim, consolidar uma maioria conservadora nas próximas décadas.

Com maioria republicana no Senado, o anúncio oficial da nomeação deve ser mera formalidade, e assim o Supremo teria seis juízes conservadores entre os nove magistrados.

Segundo a neta de "RBG", o último desejo manifestado pela juíza antes de morrer foi que quem a substituísse fosse escolhido pelo presidente eleito, após as eleições de 3 de novembro.

A escolha de Barrett, uma católica praticante, mãe de sete filhos que se opõe ao aborto por convicção pessoal, pode impulsionar o eleitorado religioso conservador do qual Trump confiou fortemente a eleição há quatro anos.

Mas fontes republicanas citadas nos média dos EUA não descartam uma "mudança de última hora" por parte do presidente.

A outra favorita é Bárbara Lagoa, nascida na Flórida há 52 anos e filha de pais que fugiram do regime comunista de Fidel Castro, que pode vir a ser um poderoso trunfo político naquele estado do sul, bastante decisivo para a reeleição de Trump.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG