Mark Zuckerberg

Contas de Trump no Facebook e Instagram suspensas por "tempo indeterminado"

Contas de Trump no Facebook e Instagram suspensas por "tempo indeterminado"

O fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, considera que "é demasiado grande o risco de Trump usar os serviços" da empresa, pelo que foi determinado manter a suspensão das contas de Facebook e Instagram do presidente cessante "por tempo indeterminado, não menos de duas semanas, até que seja concluída a pacífica transição de poder" para a administração Biden, marcada para 20 de janeiro.

"Os acontecimentos chocantes da últimas 24 horas mostram claramente que o presidente Donald Trump tenciona usar o temo que lhe resta no poder para minar o legal e pacífico processo de transição para o sucessor eleito, Joe Biden", começa por escrever Mark Zuckerberg, num posto do "Facebook" em que justifica a medida.

O prolongamento da suspensão acontece na sequência de uma primeira suspensão das contas do presidente cessante nas redes sociais da empresa de Mark Zuckerber, implementadas após o ataque ao Capitólio, protagonizados por apoiantes do milionário que está de saída da Casa Branca. Pelo menos quatro pessoas morreram, dezenas foram detidas e 14 polícias sofreram ferimentos, dois com gravidade.

"A sua decisão de usar a plataforma para aprovar em vez de condenar as ações dos apoiantes no edifício do capitólio perturbou justificadamente pessoas nos Estados Unidos e pelo mundo fora", escreve Zuckerberg. "Removemos essas declarações ontem porque considerados que o efeito delas - e provavelmente a sua intenção - seriam as de provocar mais violência", acrescentou o fundador do Facebook na mesma nota.

Zuckerberg diz que ao longo dos últimos anos permitiram a Trump uso do Facebook e do Instagram de acordo com as regras da empresa, umas vezes identificando certos "posts" como não confirmados e outras removendo as mensagens. "Fizemo-lo porque acreditamos que as pessoas têm direto ao mais abrangente discurso político possível, incluindo o discurso controverso", explicou.

"Mas o contexto atual é fundamentalmente diferente, envolvendo o uso da nossa plataforma para incitar a insurreição violenta contra um governo democraticamente eleito", justificou Zuckerberg. "Após a ratificação dos resultados no Congresso, a prioridade do país, como um todo, tem de ser a de assegurar que os 13 dias que faltam para a tomada de possa decorram de forma pacífica e de acordos com as normas democráticas estabelecidas", lê-se, ainda, no "post" de Mark Zuckerberg.

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