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Kim Jong-un

Coreia do Norte "exibe" político alegadamente castigado após cimeira com Trump

Coreia do Norte "exibe" político alegadamente castigado após cimeira com Trump

A imagem de uma alta autoridade norte-coreana alegadamente enviada para um campo de trabalho após o fracasso da cimeira com os EUA em Hanói apareceu, esta segunda-feira, na imprensa estatal da Coreia do Norte, junto ao líder Kim Jong-un.

As publicações norte-coreanas mostraram Kim Yong-chol sentado na mesma fila de Kim Jong-un, durante uma apresentação musical das mulheres dos oficiais do Exército Popular da Coreia.

Um jornal da Coreia do Sul noticiou na sexta-feira que Kim Yong-chol teria sido enviado para um campo de trabalho, ele que é um alto responsável do partido único no poder e homólogo norte-coreano do secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, nas negociações sobre a questão nuclear.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, e Kim encurtaram a cimeira de Hanói, concluída sem qualquer acordo e sem uma declaração comum, devido à impossibilidade de um entendimento em relação ao desmantelamento do programa nuclear de Pyongyang em troca de um levantamento das sanções económicas impostas ao país asiático.

Desde então, o Norte realizou já dois testes de mísseis de curto alcance.

Em abril, a comissão parlamentar sobre informações sul-coreana afirmou que Kim Yong-chol tinha sido sancionado pela gestão da cimeira de Hanói, apesar de ter sido recentemente nomeado para a Comissão de Assuntos de Estado, o primeiro órgão do Estado norte-coreano, presidida pelo líder do regime e herdeiro da "dinastia" Kim.

As notícias sobre esta alegada purga foram publicadas depois de o Rodong Sinmun, órgão oficial do partido no poder na Coreia do Norte, ter advertido na quinta-feira que os responsáveis que cometam atos hostis ao partido ou antirrevolucionários seriam confrontados com o "julgamento severo da revolução".