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Coreia do Norte deixa a vigia da proliferação nuclear

Coreia do Norte deixa a vigia da proliferação nuclear

Regime acusado de violações e ameaças à segurança internacional esteve um mês na presidência rotativa da Conferência de Desarmamento da ONU.

O Estado-pária dirigido na retórica belicista de Kim Jong-un e tão frequentemente acusado pela comunidade internacional de violar todos os tratados e convenções de não-proliferação de armamento nuclear é a mesma Coreia do Norte que passou as últimas três semanas na presidência rotativa da Conferência de Desarmamento da ONU e que, em finais de maio, dias antes de tomar a direção da agência sediada no Palácio das Nações Unidas, em Genebra, andou a ensaiar mísseis de longo alcance e a testar os nervos da segurança mundial.

Esta que aparenta ser uma insanável contradição não é incomum nas margens do lago Léman: ainda recentemente, em 2018, a esmagadora maioria dos 65 países membros da Conferência do Desarmamento contestou a presidência da assembleia pela Síria. Nesse ano, também durante um mês, a liderança do organismo nascido em 1979 e vocacionado para a luta contra as armas químicas passou pelas mãos do regime de Bachar Al-Assad, suspeito de usar armas químicas no próprio país.

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