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Coreia do Norte executou Jang Song-Thaek e apagou o ex-número 2 da História do país

Coreia do Norte executou Jang Song-Thaek e apagou o ex-número 2 da História do país

Jang Song-Thaek, o tio do atual líder norte-coreano, Kim Jong-un, executado quinta-feira, era um dos homens mais poderosos daquela ditadura comunista. Acusado de corrupção, de levar "uma vida depravada", com drogas, promoção de orgias, exploração de mulheres e jogo, e liderar uma fação contrarevolucionária, foi apagado da História da Coreia do Norte, tendo desaparecido de todas as fotos em que aparecia, mesmo ao lado do atual e ex-líder.

Jang Song-Thaek nasceu a 2 de fevereiro de 1946, em Kangwon-do, formou-se em Economia Política, na Universidade de Kim Il-song, terminando a formação académica em Moscovo, onde estudou de 1968 a 1972.

Ao regressar ao país natal, casou com Kim Kyong-hui, irmã do anterior líder supremo da Coreia do Norte, Kim Jong-il, pai do atual presidente norte-coreano, Kim Jon-un.

Do casamento entre Jang Song-Thaek e Kim Kyong-hui resultou uma filha, Jang Kum-song, que cometeu suicídio em 2006, em Paris, onde estudava como aluna internacional.

Homem próximo do anterior líder supremo

Na vida política norte-coreana, Jang Song-thaek assumiu os cargos de vice-presidente da Comissão de Defesa Nacional e presidente do Partido dos Trabalhadores e era tido como próximo do cunhado, o ex-líder supremo Kim Jon-il, tenho acompanhado o sobrinho, Kim Jong-un nas cerimónias fúnebres do pai do atual líder norte-coreano, que morreu em dezembro de 2011.

Dois anos após a morte do cunhado e ex-líder norte-coreano, Jang Song-Thaek caiu em desgraça junto do atual líder, o sobrinho Kim Jon-un. A 8 de dezembro, Jang foi expulso publicamente do Partido dos Trabalhadores e nunca mais foi visto em público desde que dois dos seus associados, Lee Yong-ha e Jang Soo-kee, teriam sido executados em novembro, acusados de abuso de autoridade, de tentativas de organização de novas facções e de rejeitar o sistema.

A prisão de Jang foi transmitida pela televisão estatal e foi descrita como"uma cena extremamente humilhante para Jang e rara no país". Jang Song-thaek foi destituído de todos os seus cargos no regime e expulso do Partido Comunista, acusado de corrupção, de levar "uma vida depravada", com drogas, promoção de orgias, exploração de mulheres e jogo e de liderar uma fação contrarevolucionária.

Erradicado da história da Coreia do Norte

A Jang Song-thaek foi aplicada a purga "Damnatio Memoriae", uma castigo de origem romana que visa desonrar traidores ou outros que trouxessem vergonha ao Estado, cancelando todos os vestígios dessa pessoa na vida do país, como se nunca tivesse existido, para preservar a honra da nação.

Todas as fotografias de Jang foram apagadas, inclusivamente aquelas em que aparecia junto a chefes do país. Assim, Kim reafirmou o seu poder e apagou Jang da história.

O documento com um discurso de 2700 palavras sobre a acusação mencionava Jang como "escumalha humana desprezível", "pior do que um cão", "um traidor à nação", "carreirista e malandro político".

De acordo com a Agência Central de Notícias da Coreia, Jang Sung-taek admitiu todas as acusações apresentadas contra ele, a principal das quais era a de lesa-pátria.

A pena de morte foi-lhe aplicada imediatamente a seguir à condenação, em julgamento militar especial, a 12 de dezembro de 2013.

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