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Coronavírus: cerca de 200 residentes de Hubei ainda em Macau

Coronavírus: cerca de 200 residentes de Hubei ainda em Macau

A polícia de Macau afirmou esta quarta-feira que continuam perto de 200 residentes de Hubei no território, onde não entrou nenhum novo visitante da província chinesa, centro do surto do novo coronavírus, desde segunda-feira.

"Continuamos a fazer inspeções em hotéis, incluindo em possíveis pensões ilegais, e não encontrámos residentes de Hubei ou Wuhan", capital da província, disse Wong Kim Hong, do Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) de Macau, na conferência de imprensa diária do Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus.

Por outro lado, 520 pessoas daquela província foram impedidas de entrar em Macau por não terem apresentado a declaração comprovativa de não infeção por coronavírus (2019-nCoV), indicou. A medida de apresentação de uma declaração médica para os residentes de Hubei entrou em vigor à meia-noite de segunda-feira (16 horas de domingo em Portugal continental).

Aos jornalistas, Lei Wai Seng, médico do Centro Hospitalar Conde São Januário, afirmou que nas últimas 24 horas não foi registado qualquer novo caso de infeção.

"Macau continua sem transmissão local", sublinhou o responsável, acrescentando que os sete pacientes, todos de Wuhan, "são considerados casos ligeiros, sem agravamento".

"A doença é grave, estamos a concentrar os nossos esforços para tentar garantir a saúde dos residentes de Macau", sublinhou.

Os Serviços de Saúde de Macau indicaram que em relação à situação da doença na província chinesa de Guangdong, no sul da China, estão em contacto com as autoridades locais e se tiverem mais informações "vão atualizar as medidas em vigor".

Guangdong, província chinesa à qual pertence Macau, é a segunda com mais casos no país, 207 confirmados, de acordo com as autoridades chinesas.

Os Serviços de Saúde condenaram o ataque cibernético de que foram alvo esta manhã (madrugada em Lisboa), num período de "grande ameaça à saúde pública de Macau".

Durante o ataque, residentes e turistas foram impedidos de preencher e apresentar as declarações de saúde eletrónicas e o fornecimento de máscara foi interrompido, por não ser possível efectuar a verificação 'online'.

O caso foi comunicado à Polícia Judiciária do território, que já abriu uma investigação, acrescentaram.

A China elevou para 132 mortos e mais de 5900 infetados o balanço de vítimas do novo coronavírus detetado no final do ano em Wuhan, capital da província de Hubei (centro).

Além do território continental da China, foram reportados casos de infeção em Macau, Hong Kong, Taiwan, Tailândia, Japão, Coreia do Sul, Estados Unidos, Singapura, Vietname, Nepal, Malásia, Austrália, Canadá, Alemanha, França e Emirados Árabes Unidos.

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