Venezuela

Costa Rica exige "garantias de liberdade" para regresso de Guaidó ao país

Costa Rica exige "garantias de liberdade" para regresso de Guaidó ao país

O Governo da Costa Rica exigiu esta sexta-feira "plenas garantias de liberdade" para que o líder do parlamento da Venezuela, Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente interino, possa regressar ao seu país depois de visitar vários estados latino-americanos.

"O Governo da Costa Rica exigiu ao regime de Nicolás Maduro todas as garantias de liberdade e integridade pessoal do presidente interino Juan Guaidó, dos membros da Assembleia Nacional e das suas famílias", refere o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Costa Rica em comunicado.

Segundo o documento, a Costa Rica junta a sua voz a outros país, organismos e grupos que "exigem as garantias necessárias de segurança para a reentrada do presidente Juan Guaidó em seu país".

"A Costa Rica continua atenta à situação na Venezuela e, em particular, às condições do regresso do presidente Guaidó a Caracas", concluiu.

Juan Guaidó, que já esteve no Brasil, foi recebido no Paraguai pelo Presidente, Mario Abdo Benitez, é esperado também na Argentina e no Equador.

A crise política na Venezuela agravou-se em 23 de janeiro, quando o líder da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, se autoproclamou presidente da República interino e declarou que assumia os poderes executivos de Nicolás Maduro.

Guaidó, 35 anos, contou de imediato com o apoio dos Estados Unidos e prometeu formar um governo de transição e organizar eleições livres.

Nicolás Maduro, 56 anos, no poder desde 2013, recusou o desafio de Guaidó e denunciou a iniciativa do presidente do parlamento como uma tentativa de golpe de Estado liderada pelos Estados Unidos.

A maioria dos países da União Europeia, entre os quais Portugal, reconheceram Guaidó como presidente interino encarregado de organizar eleições livres e transparentes.

A repressão dos protestos antigovernamentais desde 23 de janeiro provocou já dezenas de mortos, de acordo com várias organizações não-governamentais.