Investigação

Covid-19 atinge mais órgãos do que especialistas pensavam

Covid-19 atinge mais órgãos do que especialistas pensavam

A dimensão dos danos provocados pela covid-19 é muito maior do que os especialistas previram inicialmente. Médicos preocupados com pessoas que não foram internadas.

No início de maio, os médicos revelavam que, além dos pulmões, estavam a ser detetadas sequelas no coração e no cérebro, mas os resultados mais recentes apontam problemas também no pâncreas, rim e fígado, que, em alguns casos, se podem revelar "catastróficos".

"Pensávamos que era um vírus do trato respiratório. Afinal, atinge o pâncreas, coração, rins, cérebro, fígado e outros", explicou o cardiologista Eric Topol, de um instituto de investigação norte-americano, país com mais casos e mais mortos provocados pelo novo coronavírus, citado pelas agências internacionais.

Se, no início da pandemia, o foco dos médicos estava nos doentes que tinham desenvolvido formas mais graves da doença, os especialistas começam agora a dar atenção àqueles que não necessitaram de ser hospitalizados. Pois estes ainda apresentam sequelas meses depois de terem sido infetados.

Fadiga e falta de ar

"Ouvimos relatos de pessoas que têm fadiga persistente, falta de ar", adiantou, por seu lado, Jay Butler, vice-diretor do Centro de controlo e Prevenção de Doenças dos EUA, acrescentando ser difícil prever quanto tempo estes efeitos secundários poderão durar.

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Para as pessoas mais atingidas pela doença, que estiveram em cuidados intensivos ou ligados a ventilador, os investigadores dizem que pode demorar até sete dias, por cada dia que esteve hospitalizada, a recuperar a mobilidade e força.

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