Balanço

Covid-19 faz "um morto a cada 10 minutos no Irão"

Covid-19 faz "um morto a cada 10 minutos no Irão"

O novo coronavírus mata pelo menos uma pessoa no Irão a cada 10 minutos e cerca de 50 é infetada a cada hora. Até esta sexta-feira, mais de 19 mil iranianos contraíram o vírus, das quais mais de 1400 morreram.

O balanço foi revelado hoje pelo ministério da Saúde do Irão, o terceiro país do mundo a registar mais mortes por Covid-19, depois da Itália, em primeiro, e da China, em segundo. Segundo o vice-ministro Aliréza Raïssio, 1237 novos casos e 149 mortes foram confirmados nas últimas 24 horas, elevando para mais de 19 mil o número total de infetados e para 1400 o balanço de vítimas mortais.

Ainda assim, a Organização Mundial de Saúde (OMS) já alertou que o verdadeiro balanço provocado pela doença no país poderá ser cinco vezes superior à divulgada, uma vez que os testes só têm sido feitos nos "casos mais graves".

Um estudo conduzido pela Universidade de Tecnologia de Sharif, em Teerão, concluiu, esta semana, que o número de vítimas mortais pode ultrapassar os 12 mil, apontando, no pior dos cenários, para 3,5 milhões de mortos, caso a população não cumpra as recomendações das autoridades de saúde, que encerraram escolas, universidades e alguns locais sagrados até abril.

"Tendo em conta a informação de que dispomos, uma pessoa morre com coronavírus a cada 10 minutos e cerca de 50 fica infetada pelo vírus a cada hora no Irão", escreveu, em persa, o porta-voz do ministério da Saúde, Kianush Jahanpur, no Twitter, na quinta-feira.

O ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Javad Zarif, responsabiliza os Estados Unidos pelas "ramificações destrutivas" da contínua imposição de sanções, numa altura em que as autoridades de Teerão se esforçam para conter a propagação do vírus. Ainda na terça-feira, Washington impôs novas sanções ao país, com o secretário de Estado, Mike Pompeo, a insistir que os EUA vão manter "pressão máxima" para asfixiar a capacidade de Teerão de exportar petróleo.

O surto no Irão começou em Qom, situada a cerca de 150 quilómetros da capital. As autoridades iranianas negaram, durante semanas, que o vírus tivesse chegado ao país, tendo reconhecido a realidade apenas no fim de fevereiro.

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