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Covid-19 já é a quinta causa de morte na Europa e óbitos podem quadruplicar

Covid-19 já é a quinta causa de morte na Europa e óbitos podem quadruplicar

A Europa registou, nos últimos dias, o valor mais alto de novos infetados com covid-19, anunciou a OMS, alertando para o risco de, sem medidas de combate à pandemia, o número diário de mortes poder quadruplicar ou quintuplicar face ao pico registado em abril.

"A evolução da situação epidemiológica na Europa suscita grande preocupação: os casos diários aumentam, as internações hospitalares aumentam e a covid-19 é agora a quinta causa de morte" no continente, matando mais de mil pessoas por dia, disse o diretor da OMS Europa, Hans Kluge, em conferência de imprensa, esta quinta-feira, confirmando que os 53 Estados europeus da OMS passaram de seis para sete milhões de novos casos em apenas 10 dias.

O dirigente regional apontou que o número de novos casos diários atualmente é "duas a três vezes" superior ao que acontecia nos primeiros meses da pandemia, ainda que o número de mortes seja "cinco vezes inferior". A explicação será o facto de "a transmissão se estar a dar em pessoas mais jovens e menos vulneráveis", adiantou Kluge, ressalvando, no entando, que a situação "tem potencial para piorar drasticamente com o contacto social entre gerações em espaços interiores".

Hans Kluge defendeu que "é altura de aumentar medidas restritivas" do contacto entre pessoas mais ligeiras, salientando que "a pandemia não inverterá o percurso por si". Contudo, salientou, é preciso que essas medidas sejam "adaptadas às realidades nacionais e regionais" e devem ser "proporcionais e limitadas no tempo", devem ser baseadas em "dados epidemiológicos e ter em conta os efeitos colaterais" na sociedade.

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O objetivo será evitar medidas ainda mais restritivas como o confinamento generalizado que se verificou em março e abril, com Hans Kluge a frisar que "a pandemia hoje não é o que era ontem", quando a maior parte dos países foi "apanhado" sem estar preparado para a enfrentar.

As medidas em que vale a pena apostar são as que encorajam a autoproteção e desencorajam as grandes concentrações de pessoas.

"Essas medidas visam manter-nos à frente da curva [epidemiológica] e achatá-la. Cabe-nos aceitá-las enquanto são ainda relativamente fáceis de cumprir antes que seja precisa uma ação mais severa", avisou o responsável da OMS.

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