Malásia

Covid-19 pára maior fabricante de preservativos do mundo

Covid-19 pára maior fabricante de preservativos do mundo

Karex Berhad é um dos maiores fabricantes de preservativos no mundo, cuja produção foi interrompida devido às medidas preventivas de propagação contra o novo coronavírus. Uma das principais consequências da escassez de preservativos coloca em risco programas de saúde em vários países.

Na Malásia, onde está localizada a sede da Karex Berhad, não foi produzido um único preservativo nas três fábricas da empresa nos últimos dez dias. De acordo com a agência de notícias "Reuters", num dia normal a Karex Berhad, responsável por exemplo pelos produtos da marca Durex, estaria a produzir um em cada cinco preservativos no mundo. Porém, as restrições impostas no país até 14 de abril devido à propagação do novo coronavírus, que motivou o fecho de diversas fábricas, pode levar à escassez deste método contracetivo. A Malásia regista até agora 26 mortes e mais de dois mil afetados.

"Vamos ver uma escassez global de preservativos em todos os lugares, o que será assustador", disse o presidente executivo da empresa, Goh Miah Kiat, à Reuters. Segundo o responsável da empresa, o défice de preservativos já existente -- que ronda atualmente a quantidade de 100 milhões --, pode ter efeitos devastadores em programas humanitários em África, um país onde a UNICEF estima que cinco milhões de jovens poderão ser infetados com VIH até 2050.

Goh Miah Kiat acrescenta que a escassez de preservativos no continente africano não vai perdurar por semanas, mas por longos meses. Outra das preocupações reside também na Europa, onde vários países disponibilizam gratuitamente preservativos nos seus sistemas nacionais de saúde. Nas próximas semanas, a realidade poderá ser outra, com a falta de preservativos no mercado.

Além da Malásia, outros países como a China, a Tailândia e a Índia apresentam-se como os maiores produtores de preservativos de mundo. Enquanto na China, a economia começa a recuperar lentamente depois de várias semanas com fábricas fechadas, os outros dois territórios enfrentam agora também restrições na produção com a subida generalizada de casos confirmados de Covid-19.

De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde, pelo menos 770 mil pessoas morreram com VIH em 2018 em todo o mundo. O novo coronavírus já fez pelo menos 25 mil vítimas mortais e infetou globalmente mais de 540 mil pessoas.

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