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CPLP recomenda por unanimidade entrada da Guiné Equatorial

CPLP recomenda por unanimidade entrada da Guiné Equatorial

A cimeira extraordinária dos ministros dos Negócios Estrangeiros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) recomendou, esta quinta-feira, em Maputo a adesão da Guiné Equatorial à organização.

A adesão, como membro de pleno direito, foi aprovada como uma recomendação para a cimeira de chefes de Estado da organização que se realiza em Díli este ano, disse à Lusa o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete.

O ministro acrescentou que "Portugal se sente à vontade com esta decisão" dado, disse, a Guiné equatorial seguiu todo o roteiro, incluindo a questão da moratória à pena de morte.

Segundo o ministro moçambicano dos Negócios Estrangeiros, Oldemiro Balói, o seu homólogo da Guiné Equatorial anunciou que desde há três dias vigora naquele país um "dispositivo legal" que responde à exigência que a CPLP fazia de uma moratória sobre a pena de morte.

"Este dispositivo não abole a pena de morte mas suspende-a", disse Balói, dizendo esperar que a Guiné Equatorial evolua para uma situação idêntica aos restantes países-membros da CPLP, onde a pena de morte é expressamente proibida.

Esta recomendação terá de ser ratificada na cimeira de chefes de Estado que, segundo o governante moçambicano, realiza-se em julho na capital timorense.