EUA

Criança fechada pelos pais em armário durante 16 horas por dia morre à fome

Criança fechada pelos pais em armário durante 16 horas por dia morre à fome

A polícia do condado de Coconino, no estado do Arizona, Estados Unidos da América, revelou, esta quarta-feira, que a autópsia a um menino de seis anos, falecido em março, confirmou que a morte se deveu a subnutrição. A criança era fechada num armário durante 16 horas por dia.

O relatório da autópsia explica que Deshaun Martínez, a vítima mortal, já não apresentava sinais vitais à chegada da polícia ao apartamento onde vivia com os pais um irmão mais velho na cidade de Flagstaff.

Inicialmente, os pais terão dito aos agentes que o estado de subnutrição da criança se devia a doença ou à eventual ingestão de comprimidos ou cafeína. A versão não convenceu os elementos da polícia, que, na sequência da investigação, viriam a apurar que a criança costumava ser fechada num armário, juntamente com o irmão, durante mais de 16 horas por dia.

Os pais reconheceram a aplicação do castigo e que haviam dado "pouca comida" aos dois filhos. Adiantaram ainda que a punição se devia ao facto de as crianças "roubarem alimentos" enquanto eles dormiam.

O pequeno Deshaun Martínez terá tido sempre problemas de baixo peso, mas de acordo com o pai, a família tinha muitos poucos recursos, recorrendo a senhas de apoio alimentar para ter acesso a comida. Os vizinhos indicam que o menino tinha um "aspeto esquelético".

Os pais do menino, Elizabeth Archibeque e Anthony Martínez, e a avó, Ann Martínez, foram detidos e enfrentam a acusação de assassinato em primeiro grau, sequestro e abuso infantil. Os três declararam-se, no entanto, inocentes.

Os procuradores do estado do Arizona tem agora que decidir até final de julho se irão pedir a aplicação da pena máxima.

Segundo os jornais norte-americanos, a criança, à data da morte pesava pouco mais de oito quilos.

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