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Crianças repatriadas para Marrocos "queriam voltar para casa"

Crianças repatriadas para Marrocos "queriam voltar para casa"

O ministro do Interior espanhol defendeu, esta segunda-feira, o repatriamento para Marrocos de crianças migrantes desacompanhadas, afirmando que "elas querem ir para casa" e rejeitou acusações de grupos de direitos humanos de se tratar de violações ao direito internacional.

O ministro Fernando Grande-Marlaska disse à rádio Cadena SER que o reenvio das crianças que chegaram ao enclave espanhol de Ceuta "não foi uma expulsão".

Os menores vulneráveis não estavam entre os repatriados, segundo contou, acrescentando que "o melhor interesse das crianças está garantido".

A Espanha é legalmente obrigada a cuidar de jovens migrantes até que os seus parentes sejam localizados ou completem 18 anos, mas Grande-Marlaska referiu-se a um acordo de 2007 entre a Espanha e Marrocos sobre retornos assistidos em alguns casos.

A Amnistia Internacional pediu aos procuradores que investigassem a conduta do Governo espanhol em relação ao repatriamento de jovens migrantes, enquanto a Save The Children apelou às autoridades espanholas para avaliarem as necessidades de cada criança e não as deportarem em grupo.

De acordo com os dados da Save The Children, cerca de um quarto das crianças migrantes que entrevistou em Ceuta sofreram abusos na terra natal.

Centenas de menores desacompanhados estavam entre os cerca de 10.000 migrantes que tentaram entrar em Ceuta, em maio, escalando uma cerca na fronteira ou nadando à volta da mesma.

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Desde então, Marrocos aceitou a maioria dos migrantes.

Todas as crianças repatriadas nos últimos dias entraram em Espanha em maio.

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