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Criminosos usam reféns como "escudo humano" após assalto a bancos em São Paulo

Criminosos usam reféns como "escudo humano" após assalto a bancos em São Paulo

Um grupo de pelo menos 50 pessoas invadiu a cidade de Araçatuba, em São Paulo, no Brasil, para assaltar agências bancárias do município. Várias pessoas foram feitas reféns, funcionando como "escudo humano", para os assaltantes não serem atacados pela polícia.

Segundo as autoridades locais, o grupo de assaltantes tentou assaltar, na madrugada desta segunda-feira, as agências do Banco do Brasil e da Caixa Económica, que se encontravam muito próximas, tendo utilizado vários explosivos, instalados em pontos estratégicos da cidade. Além disso, incendiaram quatro veículos localizados perto dos bancos, para dificultar o acesso da polícia ao local.

As autoridades acrescentaram ainda que uma das estradas de acesso à cidade foi bloqueada para atrasar a chegada da polícia. As explosões feriram um ciclista que passava no local e geraram falhas elétricas em quase toda a cidade.

Nas redes sociais, várias pessoas publicaram vídeos dos reféns sentados, a andar no meio da rua e até amarrados no exterior de carros, funcionando como "escudo humano" dos assaltantes. Outros vídeos partilhados mostram também o grupo a disparar ao longo da cidade.

Até ao momento ainda não há informação oficial sobre o número de feridos ou mortos, mas segundo o Corpo de Bombeiros do município, uma pessoa foi baleada durante os disparos.

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O grupo de assaltantes conseguiu fugir e, por isso, a Secretaria de Segurança Pública revelou que várias equipas "estão em movimento para proceder às buscas".

Este tipo de assaltos tem vindo a acontecer com maior frequência no Brasil. Segundo o jornal "Folha de São Paulo", em outubro de 2017, um grupo conseguiu assaltar uma empresa de transportes de valores, cercando vários pontos estratégicos da cidade e bloqueando estradas da região de maneira a conseguir fugir com o dinheiro.

De acordo com as autoridades, estes assaltos são normalmente praticados por 15 a 30 homens, fortemente armados, que chegam a pequenas ou médias cidades para assaltar agências bancárias, joalharias ou empresas de transportes de valores.

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