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Crise dos submarinos deixa União Europeia em alerta

Crise dos submarinos deixa União Europeia em alerta

A crise dos submarinos entre a França, os Estados Unidos e a Austrália é "um alerta para todos na União Europeia", afirmou esta terça-feira o ministro de Estado para a Europa alemão, Michael Roth.

"Temos de nos colocar a questão sobre como consolidar a nossa soberania, como podemos mostrar mais unidade nas questões de política externa e de segurança", declarou, em Bruxelas, à chegada a uma reunião de responsáveis dos Assuntos Europeus.

"É essencial uma posição comum da UE (...) Nem sempre podemos contar com os outros", sublinhou Roth, dizendo compreender "muito bem a desilusão dos parceiros franceses".

Neste caso, "é necessário reconquistar a confiança e não será fácil", advertiu.

Paris congratulou-se esta terça-feira pelo "apoio total" que recebeu da União Europeia após a crise desencadeada pela aliança indo-pacífica entre Washington, Londres e Camberra, que resultou na quebra de um contrato que Austrália tinha com a França para a compra de submarinos.

"O apoio à França foi extremamente claro", declarou o secretário de Estado dos Assuntos Europeus francês, Clément Beaune.

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"Devemos ser mais soberanos, mais autónomos, mais capazes de defender os nossos interesses", defendeu, afirmando que não se trata de "uma questão francesa" mas de uma "questão europeia".

O chefe da diplomacia da UE, Josep Borrel, também disse que os europeus sentiram que a disputa não era "uma questão bilateral" mas que "afetava" toda a União.

Para o ministro dos Negócios Estrangeiros português, a Austrália "furou compromissos" com a França, numa decisão "bastante discutível".

Augusto Santos Silva adiantou que Portugal já transmitiu solidariedade ao país europeu.

"É muito importante que os Estados Unidos, o Reino Unido e a União Europeia estejam o mais possível alinhados nas suas estratégias para o Indo-Pacífico. E por isso devemos todos evitar gestos que perturbem essa unidade", declarou o ministro português.

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